Operação da Polícia Federal destrói estruturas de garimpo ilegal entre o Pará e Amapá - Estado do Pará Online

Operação da Polícia Federal destrói estruturas de garimpo ilegal entre o Pará e Amapá

Ação integrada inutilizou máquinas, combustível e acampamentos clandestinos em áreas de floresta na região amazônica.

A ação ocorreu entre terça-feira (12) e esta sexta-feira (15).
Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou a Operação Calha Norte, que resultou na destruição de equipamentos e estruturas utilizadas em áreas de garimpo ilegal na região de fronteira entre os estados do Pará e do Amapá.

A operação foi realizada entre os dias 12 e 15 de maio e contou com apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Força Nacional e da Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup), com atuação da Polícia Militar e do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp).

As equipes concentraram as ações principalmente em áreas de difícil acesso no município de Laranjal do Jari, além de regiões situadas entre o município amapaense e Almeirim, no oeste paraense.

Segundo as autoridades, sete frentes de garimpo clandestino que estavam em plena atividade foram identificadas e desmobilizadas durante a operação.

Ao todo, cerca de 80 agentes participaram das ações, que também utilizaram cinco aeronaves para apoio logístico e deslocamento das equipes na floresta amazônica.

Durante a ofensiva, foram destruídas quatro escavadeiras hidráulicas, dezenas de motores usados na extração ilegal de minério, além de três quadriciclos, dois tratores, geradores de energia e diversos acampamentos clandestinos montados pelos garimpeiros.

As forças de segurança também inutilizaram aproximadamente 3.300 litros de óleo diesel utilizados para abastecer os equipamentos empregados na atividade ilegal.

De acordo com a Polícia Federal, a Operação Calha Norte teve como principal objetivo enfraquecer a estrutura logística do garimpo ilegal e reduzir os impactos ambientais provocados pela exploração clandestina de minério na Amazônia.

As investigações sobre os responsáveis pelas atividades ilegais seguem em andamento.

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