A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) optou pela manutenção das restrições de fabricação e venda aplicadas aos itens da marca Ypê nesta sexta-feira (15). A decisão unânime da Diretoria Colegiada revisou o caso após recurso, retirando apenas a obrigatoriedade de recolhimento imediato dos produtos das prateleiras.
O processo administrativo teve origem após fiscalizações conjuntas identificarem 76 irregularidades técnicas na unidade fabril localizada em Amparo (SP). Inspeções realizadas por órgãos estaduais e municipais em abril revelaram que mais de 100 lotes apresentavam algum tipo de comprometimento em sua produção.
A investigação inicial foi motivada por denúncias formais protocoladas pela concorrente Unilever entre o final de 2025 e o início de 2026. Os documentos apontavam riscos de contaminação microbiológica, o que acionou os protocolos de monitoramento e avaliação técnica da autoridade sanitária.
Durante o julgamento do recurso, a Anvisa reafirmou que as medidas de suspensão são necessárias para garantir a segurança dos consumidores brasileiros. Embora o recolhimento forçado tenha sido suspenso, a comercialização e a distribuição seguem proibidas até que as pendências sejam sanadas pela Química Amparo.
O relator do caso e outros diretores votaram de forma convergente, fundamentando a decisão nas provas materiais colhidas durante as diligências de campo. Quatro dos cinco votantes estiveram presentes na sessão, consolidando a posição técnica da agência sobre o risco sanitário identificado.
A marca Ypê já havia obtido uma suspensão temporária das sanções na semana passada, mas o novo veredito restabelece o rigor sobre a linha de produção. Com o encerramento da reunião, a empresa deve agora adequar seus processos industriais às normas exigidas pelo órgão regulador nacional.
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