A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira (12) que não identificou, até agora, sinais de uma disseminação ampla de hantavírus relacionada aos casos registrados no navio de cruzeiro MV Hondius, na Espanha.
A avaliação foi apresentada pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma coletiva em Madri. Apesar da avaliação considerada estável neste momento, o órgão internacional alertou que o cenário ainda exige acompanhamento devido ao tempo de incubação da doença.
Segundo Tedros, novos diagnósticos ainda podem surgir nas próximas semanas, o que mantém as equipes de saúde em estado de atenção.
Navio deixou Tenerife após retirada dos passageiros
A embarcação encerrou a operação de desembarque na segunda-feira (11) e deixou o porto de Granadilla, em Tenerife, após a saída dos passageiros.
Conforme informou a ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, 27 pessoas permaneceram a bordo, entre tripulantes e profissionais de saúde. O grupo seguirá viagem até os Países Baixos, onde o navio será submetido a um processo de desinfecção.
As autoridades espanholas também anunciaram medidas de descontaminação no porto utilizado pela embarcação.
Durante a retirada dos ocupantes, equipes utilizando equipamentos de proteção sanitária foram vistas deixando o cruzeiro antes da partida do MV Hondius.
Doença segue sob monitoramento
O hantavírus é associado principalmente ao contato com secreções de roedores contaminados e pode provocar complicações respiratórias graves em alguns pacientes.
Até o momento, a OMS reforça que não há confirmação de um surto em larga escala ligado ao caso do cruzeiro, mas mantém o monitoramento dos envolvidos na ocorrência.
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