Novo Desenrola renegocia R$ 12 bilhões em dívidas e já beneficia mais de 1 milhão de brasileiros - Estado do Pará Online

Novo Desenrola renegocia R$ 12 bilhões em dívidas e já beneficia mais de 1 milhão de brasileiros

Programa amplia alcance, inclui uso do FGTS para pagamentos e prepara nova etapa voltada a consumidores sem dívidas em atraso

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O programa Novo Desenrola já renegociou cerca de R$ 12 bilhões em dívidas desde o lançamento, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (21) pelo Ministério da Fazenda. A iniciativa alcançou mais de 1 milhão de pessoas e contabilizou aproximadamente 1,1 milhão de operações realizadas em diferentes modalidades.

Durante coletiva de imprensa, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o programa vem ampliando o acesso à renegociação de débitos tanto para famílias quanto para estudantes e pequenos empresários.

Entre os principais resultados apresentados está a quitação de 449 mil dívidas à vista no eixo destinado às famílias. O valor original desses débitos ultrapassava R$ 1 bilhão, mas caiu para cerca de R$ 154 milhões após os descontos concedidos nas negociações. Segundo o governo, o abatimento médio ficou em torno de 85%.

Além disso, o programa refinanciou mais de 685 mil contratos com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO). Nesse grupo, as dívidas somavam inicialmente cerca de R$ 9 bilhões e foram reduzidas para aproximadamente R$ 1,36 bilhão após os acordos firmados.

Somadas, as renegociações com famílias já movimentaram perto de R$ 10 bilhões.

Fies também entra no programa

O governo também atualizou os números do Desenrola Fies, modalidade voltada a estudantes com contratos em atraso do financiamento estudantil.

Até o dia 19 de maio, mais de 34 mil contratos haviam sido renegociados. O estoque original das dívidas era de R$ 2 bilhões, reduzido para cerca de R$ 410 milhões após os descontos aplicados. O abatimento médio nessa categoria ficou próximo de 80%.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, as negociações beneficiaram mais de 1 milhão de pessoas. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

FGTS poderá ser usado para quitar dívidas

Outra novidade anunciada pelo governo é a autorização para uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) no pagamento das dívidas renegociadas.

A partir do dia 26 de maio, trabalhadores poderão utilizar até 20% do saldo disponível no FGTS ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor. A expectativa da equipe econômica é liberar até R$ 8,2 bilhões para esse tipo de operação.

O governo também informou que cerca de R$ 7 bilhões do saque-aniversário residual serão disponibilizados e poderão ser direcionados ao programa.

Empresas também são atendidas

Além das famílias e estudantes, o Novo Desenrola inclui linhas voltadas a micro e pequenas empresas. O governo anunciou mudanças no Pronampe e no Procred, com regras mais flexíveis, ampliação de prazos e maior tolerância para atrasos.

No Pronampe, já foram registradas mais de 31 mil operações, totalizando R$ 5,1 bilhões em crédito. Já o Procred movimentou cerca de R$ 396 milhões em quase 10 mil contratos firmados.

Nova fase mira consumidores adimplentes

Segundo o Ministério da Fazenda, uma nova etapa do programa está em desenvolvimento e será destinada a consumidores que não possuem dívidas em atraso.

De acordo com Dario Durigan, o chamado “Desenrola para adimplentes” deve ser apresentado em breve pelo governo federal.

Regras e restrições

Criado no início de maio, o Novo Desenrola foi dividido em quatro frentes: famílias, estudantes do Fies, empresas e produtores rurais. O programa permite renegociação de débitos como cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e financiamento estudantil.

Os juros podem chegar a 1,99% ao mês, enquanto os descontos variam entre 30% e 90%, dependendo do perfil da dívida e do prazo escolhido para pagamento.

Uma das medidas anunciadas pelo governo prevê ainda que participantes do programa fiquem impedidos, por um ano, de acessar plataformas de apostas online. A justificativa apresentada é evitar novo comprometimento da renda após a renegociação das dívidas.

Com informações da Agência Brasil

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