Cidades

“Não vou pra casa apanhar” diz mulher ao ser perseguida e agredida por homem em Belém

O homem fugiu antes da chegada da Polícia Militar

Por Sarah Carvalho
02/08/2026 às 11:29 • 2 min

Reprodução redes sociais

Uma mulher de 29 anos foi vítima de agressões na noite desta sexta-feira (31), na rua Domingos Marreiros, no bairro do Umarizal, em Belém. Segundo testemunhas, ela foi espancada pelo companheiro após uma discussão motivada por uma suposta traição. O homem fugiu antes da chegada da Polícia Militar e é considerado foragido.

De acordo com relatos, a discussão começou dentro da residência do casal, após a mulher encontrar mensagens no celular do companheiro que levantaram suspeitas de infidelidade. Durante o desentendimento, o homem passou a agredi-la com socos, mordidas e empurrões.

Em seguida, os dois deixaram a residência em um veículo. Ao chegarem em frente a um restaurante de sushi, a vítima conseguiu descer do carro. O suspeito desceu logo depois e tentou obrigá-la a retornar ao veículo para voltar à residência.

Vídeos gravados por testemunhas mostram o momento em que o homem empurra a mulher na tentativa de colocá-la novamente dentro do carro. Enquanto tenta se desvencilhar, ela repete diversas vezes: “Não vou para casa apanhar” e “Não vou para casa para apanhar em casa”.

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As imagens também mostram o suspeito perseguindo a vítima pela rua e continuando as agressões enquanto ela pede para não voltar para a residência. A violência só é interrompida quando um grupo de homens percebe a situação, intervém e afasta o agressor.

Bastante abalada, a mulher afirmou que tinha medo de retornar para casa por receio de ser morta. Após o episódio, ela foi acolhida por moradores em um prédio da região até a chegada da Polícia Militar.

Equipes do 2º Batalhão da PM foram acionadas, mas o agressor fugiu antes da abordagem. Testemunhas registraram imagens do suspeito, que poderão auxiliar nas investigações.

Segundo uma moradora, a vítima revelou que já havia sido agredida outras vezes pelo mesmo companheiro, o que reforça a suspeita de um histórico de violência doméstica.

A Polícia Civil investigará o caso e realiza diligências para localizar o suspeito. A identidade da vítima foi preservada.

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