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“Não é um fim, é o início de um novo ciclo”, diz Ancelotti mirando 2030

Por Kaio Rodrigues
06/07/2026 às 16:04 • 3 min
"Não é um fim, é o início de um novo ciclo", diz Ancelotti mirando 2030

FIFA / Divulgação

A Seleção Brasileira encerrou sua participação na Copa do Mundo de 2026 com a derrota por 2 a 1 para a Noruega, nas oitavas de final, mas Carlo Ancelotti preferiu olhar além da eliminação. Com contrato até 2030, o treinador afirmou que o revés marca o início de uma nova etapa, voltada à renovação do elenco e à evolução da equipe.

O Brasil caiu no New York New Jersey Stadium após sofrer dois gols de Erling Haaland e foi eliminado antes das quartas de final pela primeira vez desde o Mundial de 1990. Apesar do resultado, o italiano avaliou que sua equipe produziu o suficiente para sair classificada.

“Acho que merecíamos ganhar o jogo. Sabíamos que eles podiam jogar nesse estilo, tentaram manter a intensidade do jogo com a posse de bola. Nos durante 70 minutos tivemos o jogo sob controle, mas o Haaland acabou decidindo.”

Sem esconder a frustração, Ancelotti reconheceu o peso da derrota, mas fez questão de reforçar que o planejamento não será interrompido. Pelo contrário: para ele, o trabalho apenas muda de direção.

“Uma derrota é o começo de uma nova aventura. Temos que seguir melhorando, encontrar novas ideias. Não é um fim, é o início de um novo ciclo.”

A campanha brasileira também foi marcada por problemas antes e durante o torneio. O treinador perdeu nomes importantes ainda na preparação, como Estêvão, Rodrygo e Éder Militão, e, já durante a competição, viu Raphinha e Lucas Paquetá deixarem a Copa por lesão.

Por isso, o comandante entende que o período até 2030 será fundamental para ampliar a observação de atletas e consolidar uma equipe mais competitiva.

“Vamos tentar melhorar e buscar novas ideias. O mesmo que fizemos esse ano. Vamos administrar essa derrota com um novo impulso ao trabalho e na avaliação dos jogadores.”

O sentimento de reconstrução também apareceu nas palavras do capitão Marquinhos. Um dos remanescentes das campanhas de 2018 e 2022, o zagueiro assumiu a responsabilidade pela eliminação e pediu respaldo para quem fará parte da próxima geração da Seleção.

“Assumo a culpa. Eu, como capitão, os jogadores mais velhos, temos que assumir essa culpa para que as próximas gerações possam ter tranquilidade para trabalhar.”

O defensor ainda reforçou que o processo exige tempo para amadurecimento.

“São quatro anos para que eles possam trabalhar para conseguir coisas grandes na próxima Copa.”

A despedida também pode ter marcado o fim da trajetória de Neymar em Mundiais. Após o apito final, o camisa 10 resumiu o sentimento ao deixar o gramado.

“Tentei, tentei. Agora acabou. Comecei aqui, fechei aqui”.

Enquanto a Noruega segue viva na disputa pelo título, o Brasil inicia uma nova caminhada. A missão de Ancelotti passa por encontrar novos protagonistas, renovar parte do elenco e recolocar a Seleção entre as principais candidatas ao título em 2030.

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