Belém enfrenta um cenário crítico após registrar mais de 150 milímetros de chuva em menos de 24 horas, volume que corresponde a quase metade do previsto para todo o mês de abril. Diante dos alagamentos generalizados, o prefeito Igor Normando decretou estado de emergência nesta segunda-feira (20).
A situação foi agravada pela maré alta de 3,6 metros, que dificultou o escoamento da água e ampliou os pontos de inundação em diversas áreas da capital. Como resposta, a prefeitura colocou nas ruas uma operação com mais de 500 trabalhadores, distribuídos em diferentes bairros.
O Tapanã concentra uma das maiores frentes de atuação, com cerca de 200 profissionais mobilizados. As equipes trabalham na limpeza e dragagem de canais importantes, como o Mata Fome e o Park União, além da desobstrução de bueiros. A operação conta com equipamentos pesados e hidrojatos, usados para acelerar o escoamento da água.

Outras regiões também recebem atenção prioritária, como Barreiro, Terra Firme e Guamá, onde há registros significativos de alagamentos. A intensificação das ações inclui serviços de zeladoria em canais estratégicos espalhados pela cidade, como Bernardo Sayão, Quintino Bocaiuva e Generalíssimo Deodoro, além do monitoramento contínuo de comportas essenciais ao sistema de drenagem.
Um Comitê Integrado de Monitoramento foi criado para coordenar as ações emergenciais, reunindo órgãos municipais como assistência social, defesa civil e equipes de manutenção urbana. O levantamento inicial aponta a Terra Firme como uma das áreas mais afetadas, com impactos também registrados em bairros como Jurunas, Condor, Cabanagem e no distrito de Icoaraci.
Entre as medidas adotadas estão a ampliação de vagas em abrigos e o atendimento direto a famílias desalojadas. A prefeitura orienta que moradores evitem áreas de risco e acompanhem os comunicados oficiais enquanto as equipes seguem trabalhando para minimizar os danos e restabelecer a normalidade na cidade.
Leia também:










Deixe um comentário