Novas informações divulgadas nesta segunda-feira (20) trazem detalhes ainda mais graves sobre o assalto registrado na madrugada do último dia 17, na Travessa Djalma Dutra, no bairro do Telégrafo, em Belém.
Em entrevista à TVC Pará, moradores da residência, que preferiram não se identificar, relataram que a ação criminosa durou cerca de uma hora e foi marcada por agressões físicas e psicológicas constantes. Segundo as vítimas, o grupo utilizou uma espécie de “chave improvisada”, descrita como uma faca retorcida, para abrir cadeados e acessar o imóvel pelo segundo andar sem fazer barulho.
Os criminosos teriam surpreendido os moradores já dentro dos quartos. “A gente acordou com eles em cima da gente, armados, ameaçando de forma silenciosa”, contou uma das vítimas. Durante toda a ação, os suspeitos exigiam senhas bancárias, acessos a celulares e informações sobre bens de valor, enquanto agrediam os moradores com frequência.
De acordo com o relato, as vítimas foram reunidas em um cômodo da casa, onde sofreram ameaças e violência contínua. Um dos moradores afirmou que foi atingido diversas vezes na cabeça enquanto os assaltantes pressionavam por informações financeiras. Os criminosos chegaram a realizar uma transferência via Pix utilizando a conta de um dos familiares.
O prejuízo estimado pela família gira em torno de R$ 300 mil, entre valores transferidos e bens subtraídos.
Outro morador, que já passou por cirurgia cardíaca, relatou que passou mal durante o crime. Ele destacou ainda a frieza dos suspeitos. “Eles estavam muito tranquilos, como se já estivessem acostumados com esse tipo de ação”, disse. Segundo ele, apesar da aparente experiência, os criminosos demonstraram não conhecer completamente a estrutura da casa, chegando a perguntar como acessar outros andares do imóvel.
As vítimas afirmaram que pretendem se mobilizar para cobrar mais segurança no conjunto residencial. “São assaltos frequentes, inclusive durante o dia. Agora, nem dentro de casa a gente se sente seguro”, desabafou um dos moradores.
Em nota ao Estado do Pará Online, a Polícia Civil informou que “o caso segue em investigação. Imagens de câmeras de segurança são analisadas para auxiliar na apuração do caso. As vítimas e testemunhas já foram ouvidas. Equipes trabalham para identificar e localizar os suspeitos. Informações que possam ajudar na apuração do caso podem ser repassadas pelo Disque-Denúncia, no número 181. O sigilo é garantido”.
Até o momento, nenhum suspeito foi preso.
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