Lula cobra respeito ao Brasil e dispara: “Não somos moleques”

Lula cobra respeito ao Brasil e dispara: “Não somos moleques”

Presidente criticou manifestações de autoridades norte-americanas e afirmou que o combate às facções criminosas deve ser conduzido pelo próprio Brasil

Lula criticou manifestações de autoridades norte-americanas e defendeu respeito à soberania nacional. (Foto: Fábio Rodrigues Pazzebom - Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou respeito à soberania brasileira e criticou manifestações de autoridades dos Estados Unidos ao comentar a decisão do governo norte-americano de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. A declaração foi feita nesta sexta-feira (29), durante agenda em Sergipe.

Segundo Lula, organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) são consideradas terroristas para a população brasileira por causa dos impactos causados nas comunidades e periferias do país. No entanto, o presidente afirmou que o combate a esses grupos deve ser conduzido pelo próprio Brasil, sem interferência estrangeira.

“Não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta”, declarou o presidente ao defender a soberania nacional.

Declaração foi feita após governo dos EUA classificar facções brasileiras como organizações terroristas. (Foto: Samuel Corum/POOL/EPA/Shutterstock)

Durante o discurso, Lula afirmou que o Brasil possui instrumentos legais para enfrentar o crime organizado e citou medidas já aprovadas pelo governo voltadas ao combate às facções criminosas. O presidente também disse que as facções brasileiras não possuem o mesmo perfil de grupos terroristas internacionais frequentemente apontados pelos Estados Unidos. Segundo ele, o principal objetivo dessas organizações é o lucro obtido por meio de atividades criminosas, como o tráfico de drogas e armas.

Lula ainda demonstrou preocupação com possíveis interesses internacionais sobre riquezas naturais brasileiras, citando recursos minerais, terras raras, ouro, diamantes, água doce e a Floresta Amazônica. Durante a fala, reforçou que o país não aceitará questionamentos sobre sua soberania territorial.

Ao comentar a relação entre Brasil e Estados Unidos, o presidente afirmou que defende uma convivência baseada no respeito mútuo entre as nações e na valorização da democracia, do multilateralismo e da integridade territorial dos países.

Com informações da Agência Brasil*

Leia também: