Após a repercussão do vídeo em que aparece durante o preparo de um búfalo abatido em Soure, na Ilha do Marajó, a influenciadora paraense Lia Mendonça publicou um pronunciamento na tarde desta quarta-feira (15). No vídeo, ela pediu desculpas aos marajoaras que se sentiram ofendidos com a exposição do animal, afirmou que teve humildade para reconhecer o impacto da publicação e destacou que o consumo de carne de búfalo faz parte da cultura da região. Lia também disse que é “raiz” e que muitas pessoas estão acostumadas a ver o Pará de forma “gourmetizada”, sem conhecer a realidade vivida no Marajó.
Durante o pronunciamento, Lia disse que reconhece o desconforto causado pela publicação e afirmou ter “humildade suficiente” para pedir desculpas.
“Eu, Lia, tenho humildade suficiente para pedir perdão aos povos marajoaras que se sentiram ofendidos com a exposição do animal.”
A influenciadora também explicou que o consumo da carne de búfalo faz parte da rotina da região e afirmou que o vídeo buscava mostrar um aspecto da cultura local.
“Aqui no Marajó é comum comer carne de búfalo. A gente só fez o vídeo porque eu sou raiz. A galera está acostumada a ver o Pará de uma forma gourmetizada.”
Quem também se pronunciou foi o influenciador Chrys Dias, que participou da gravação. Ele disse que faz das palavras de Lia as suas e também pediu desculpas às pessoas que não gostaram da forma como o animal foi mostrado.
“Perdão a quem não gostou da forma que a gente expôs.”
Chrys afirmou ainda que, antes de conhecer o Marajó, tinha uma visão diferente da região e que a viagem mudou sua percepção.
Segundo ele, Lia o incentivou a conhecer a ilha mostrando aspectos positivos da cultura e do cotidiano local.
“Ela falou: ‘Vou mostrar para você as coisas boas que tem na Ilha do Marajó’. Eu vim, gostei e pretendo voltar.”
O vídeo original, publicado nas redes sociais, gerou ampla repercussão e dividiu opiniões. Enquanto parte dos internautas afirmou que o conteúdo retrata aspectos da cultura marajoara, outros criticaram a exposição do animal abatido. A publicação também motivou manifestações da Prefeitura de Soure e do Projeto Amicão, entidade de proteção animal da região.
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