"Intensidade" de Pedro Henrique vira dilema no Paysandu; entenda - Estado do Pará Online

“Intensidade” de Pedro Henrique vira dilema no Paysandu; entenda

Volante alia protagonismo no meio-campo à alta média disciplinar na temporada; comissão técnica vê cenário como parte do processo de amadurecimento

Foto: Jorge Luís Totti / Paysandu

A expulsão de Pedro Henrique na derrota do Paysandu para o Figueirense, pela Série C, reacendeu um debate que já vinha sendo tratado internamente no clube: o alto número de cartões recebidos pelo volante ao longo da temporada. Em 20 jogos disputados em 2026, o jogador já soma 14 cartões amarelos e recebeu, no último domingo (31), o primeiro vermelho do ano após as duas advertências na mesma partida.

O detalhe é que a expulsão aconteceu justamente em um jogo no qual o atleta também foi decisivo ofensivamente, ao dar o passe para o único gol marcado pelo Papão, que saiu na frente na partida.

Para Júnior Rocha, técnico bicolor, o comportamento de Pedro Henrique é parte do processo de amadurecimento do atleta.

“Estamos com vários jovens em desenvolvimento. Isso serve também de aprendizado para ele, rever os lances, essa tomada de decisão na hora de marcar e às vezes afobado ou um pouquinho de erro de leitura do lance. Mas tudo isso faz parte do desenvolvimento dele”, avaliou.

O número de advertências chama atenção principalmente pela regularidade. Pedro Henrique acumulou cartões em todas as competições disputadas pelo Paysandu na temporada até aqui: Campeonato Paraense, Copa do Brasil, Copa Norte e Série C. Confira:

  • Cametá (Parazão)
  • Remo (Parazão)
  • Portuguesa-RJ (Copa do Brasil)
  • Portuguesa (Copa do Brasil)
  • GAS-RR (Copa Norte)
  • Volta Redonda (Série C)
  • Barra-SC (Série C)
  • Vasco (Copa do Brasil)
  • Itabaiana (Série C)
  • Águia (Copa Norte)
  • Nacional-AM (Copa Norte)
  • Floresta (Série C)
  • Figueirense (Série C) – dois amarelos e expulsão

A maioria dos lances está ligada diretamente à função de marcação exercida pelo volante, característica que o próprio jogador já admitiu enxergar como parte natural do estilo de jogo. Ainda na semana passada, Pedro Henrique comentou sobre a sequência de cartões e afirmou que prefere interromper jogadas perigosas a permitir contra-ataques adversários.

“Falar sobre os cartões é uma característica da gente, que é volante. Temos essa característica, conversamos bastante, temos conversado bastante sobre essa situação do cartão. Mas é algo que eu sempre falo: eu prefiro matar uma jogada e tomar um cartão do que tomar um contra-ataque lá e tomar um gol. Para mim, como um volante, prefiro matar a jogada e o cartão é consequência do que tu vai apresentar”, afirmou.

Após o confronto contra o Floresta, outra partida em que o jogador foi advertido, Júnior Rocha já havia citado a necessidade de maior atenção do atleta em determinados momentos, especialmente na leitura dos lances e no tempo das abordagens.

Mesmo com o alto índice disciplinar, Pedro Henrique segue como peça importante no meio-campo bicolor pela intensidade defensiva, participação física e capacidade de contribuir ofensivamente. O desafio da comissão técnica passa agora por manter a competitividade do volante sem que as advertências prejudiquem a sequência do jogador ao longo da Série C.

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