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Homem que matou três colegas na fábrica da Bombril era alvo de ofensas relacionadas a “mau cheiro”

Polícia apura se comentários feitos contra o funcionário antecederam o crime; suspeito tirou a própria vida após ser preso.

Por Lucas Neves
03/08/2026 às 18:41 • 2 min
homem que matou 3 colegas em fabrica da bombril

Reprodução

A Polícia Civil investiga se um histórico de comentários ofensivos e possíveis episódios de bullying motivou o ataque que terminou com a morte de três trabalhadores terceirizados na fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo (SP), na manhã de sábado (1º).

Entre as linhas de apuração está a informação de que Claudio Henrique da Silva, de 33 anos, teria sido alvo de piadas e comentários relacionados a um suposto “mau cheiro”. O relato consta em depoimentos reunidos durante a investigação, mas a motivação do crime ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.

De acordo com a polícia, o ataque ocorreu pouco antes do início do expediente. Armado com dois canivetes, Claudio teria investido contra colegas de trabalho enquanto eles aguardavam o começo da jornada. Testemunhas relataram que, durante a ação, ele dizia frases como “vai mexer com quem está quieto?” e “vai tirar brincadeira comigo?”.

A primeira vítima foi Douglas de Souza Vieira, de 39 anos, que tentou fugir após ser atacado, mas acabou alcançado pelo agressor. Em seguida, o supervisor Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos, tentou conter a violência e também foi esfaqueado. O conferente José Guilherme Victoriano de Moura, de 54 anos, foi a terceira vítima fatal ao tentar intervir na situação, segundo a investigação.

fábrica da bombril no ABC Paulista
Fábrica da Bombril onde ocorreu o ataque. (Reprodução)

Após o ataque, Claudio permaneceu no estacionamento da empresa até a chegada da Polícia Militar. Ele se entregou sem oferecer resistência e foi levado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo. Horas depois, tirou a própria vida na carceragem, conforme registro da ocorrência.

Em nota, a Bombril informou que o suspeito entrou na unidade “em surto”, afirmou colaborar com as investigações e declarou estar prestando apoio às famílias das vítimas.

A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias do caso e busca esclarecer se os relatos de constrangimentos sofridos pelo funcionário tiveram relação com o ataque.

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