Cidades

Governo do Pará cria delegacia especializada para combater crimes rurais e furto de gado

Por Estado do Pará Online
20/05/2026 às 10:48 • 2 min

Governo do Pará cria a Deleagro com sedes estratégicas em Xinguara e Soure

A governadora do Pará, Hana Ghassan (MDB), sancionou o Projeto de Lei que altera a estrutura orgânica da Polícia Civil e cria a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Rurais, Roubo e Furto de Gado (Deleagro). O anúncio da nova unidade foi feito durante uma reunião com o setor produtivo rural no município de Xinguara, no sul do estado. A modificação na Lei Complementar Estadual n° 22 foi aprovada previamente pela Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).

A Deleagro será vinculada à Diretoria de Polícia do Interior (DPI) e terá suas primeiras bases implantadas nos municípios de Xinguara e Soure, atendendo de forma estratégica os complexos econômicos e geográficos dos pólos Sul/Sudeste e do Arquipélago do Marajó.

As equipes policiais dessas unidades darão suporte direto às delegacias municipais em casos de alta complexidade ou que envolvam quadrilhas interestaduais.

“O agronegócio é um pilar da economia do Pará e tudo o que estiver ao alcance do governo do Estado para incentivar e fortalecer esse segmento econômico será feito. Estamos trazendo medidas que são importantes para dar segurança jurídica e tranquilidade ao produtor”, destacou a governadora Hana Ghassan.

A nova delegacia especializada terá uma atuação ampla na prevenção, repressão e investigação de crimes patrimoniais no meio rural. O escopo de trabalho das equipes vai abranger desde o furto de animais (abigeato) até o monitoramento de abates clandestinos e a receptação de carnes e derivados em açougues e comércios locais. A Deleagro também vai investigar o roubo de maquinários agrícolas, insumos e defensivos químicos dentro das propriedades.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil do Pará, Walter Resende, a medida atende a uma demanda histórica do setor produtivo.

“A implementação destas unidades prioriza a eficiência administrativa, otimizando o uso dos recursos humanos e tecnológicos já existentes, ao passo que promove um intercâmbio de informações mais robusto com estados vizinhos para o combate a crimes que acontecem nas nossas fronteiras”, pontuou o delegado-geral.

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