Cidades

Fiscalização interdita oito estabelecimentos que produzem e vendem açaí em Ananindeua após surto de doença de Chagas

Por Estado do Pará Online
26/06/2026 às 14:01 • 2 min
Operação do Ministério Público identificou irregularidades sanitárias em 20 pontos inspecionados; amostras do produto foram encaminhadas para análise laboratorial.

MPPA

Uma operação de fiscalização realizada em estabelecimentos que produzem e comercializam açaí em Ananindeua resultou na interdição de oito locais por descumprimento de normas sanitárias. A ação, coordenada pelo Ministério Público do Estado do Pará, ocorreu na última terça-feira (23) e faz parte das medidas adotadas após o surto de doença de Chagas registrado no município neste ano.

Ao todo, 20 estabelecimentos foram vistoriados. Além das oito interdições, um ponto teve o funcionamento suspenso por 72 horas para realizar adequações exigidas pelos órgãos fiscalizadores. Outros 11 receberam notificações e deverão corrigir as irregularidades encontradas.

A fiscalização foi intensificada após o município registrar, no primeiro trimestre de 2026, um surto de doença de Chagas. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 40 casos foram confirmados no período, incluindo quatro mortes, o que levou à declaração oficial do surto no fim de janeiro.

Durante a operação, equipes técnicas coletaram amostras de açaí em 11 estabelecimentos. O material foi encaminhado ao Laboratório Central do Estado do Pará, onde passará por análises para verificar a qualidade do produto e identificar possíveis contaminações que representem risco à saúde da população.

As inspeções avaliaram aspectos como as condições de higiene dos estabelecimentos, a estrutura utilizada no processamento do fruto, as práticas de manipulação dos alimentos e o cumprimento da legislação sanitária.

De acordo com o Ministério Público, a iniciativa integra um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da fiscalização da cadeia produtiva do açaí e à prevenção da transmissão oral da doença de Chagas, que pode ocorrer quando alimentos são contaminados durante o processamento.

A operação foi coordenada pela 2ª Promotoria de Justiça de Ananindeua, sob a responsabilidade do promotor de Justiça Bruno Beckembauer Sanches Damasceno, e contou com a participação do Núcleo de Defesa do Consumidor do MPPA (Nucon), da Vigilância Sanitária de Ananindeua, da Secretaria de Estado de Saúde Pública, do Lacen, além de equipes da Polícia Civil do Pará, Polícia Militar do Pará e do Gabinete Militar do Ministério Público.

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