A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas entrou em vigor nesta sexta-feira (5). A medida foi anunciada no último dia 28 de maio pelo Departamento de Estado norte-americano e inclui as duas facções entre os grupos considerados ameaças à segurança dos EUA.
De acordo com a nova classificação, as organizações criminosas passam a integrar as listas de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês) e de Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT), categorias que permitem ao governo americano aplicar sanções econômicas mais duras, bloquear bens e impedir transações financeiras relacionadas aos grupos.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirma que as facções brasileiras possuem atuação no país e representam riscos à segurança e aos interesses norte-americanos. Os Estados Unidos argumentam que os grupos mantêm redes ligadas ao tráfico internacional de drogas e a outras atividades criminosas.
A medida foi recebida com críticas pelo governo brasileiro. O Palácio do Planalto reforça seu posicionamento de que o combate às facções deve ocorrer por meio da cooperação internacional e dentro do limite que respeita a soberania dos países. No Brasil, PCC e CV são enquadrados como organizações criminosas pela legislação, e não como grupos terroristas.
A oficialização da medida ocorre em um momento de tensão nas relações comerciais entre os dois países e amplia o debate sobre segurança nacional, combate ao crime organizado e as reais intenções americanas por trás da decisão.
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