Brasil

Desemprego cai para 5,4% e atinge menor nível do segundo trimestre desde o início da série histórica

Taxa recuou 0,7 ponto percentual frente ao trimestre anterior, com 718 mil pessoas a menos na população desocupada e mais de 103 milhões de brasileiros ocupados

Por Estado do Pará Online
31/07/2026 às 10:15 • 3 min

Foto: reprodução/ Internet

A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,4% no trimestre encerrado em junho de 2026, uma redução de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre de janeiro a março (6,1%). Na comparação com o mesmo período de 2025, quando a taxa era de 5,8%, a queda foi de 0,4 ponto percentual.

Com o resultado, a população desocupada foi estimada em 5,9 milhões de pessoas, uma redução de 10,9% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a 718 mil pessoas a menos procurando emprego. Em comparação com abril a junho de 2025, o contingente diminuiu em 392 mil pessoas.

Ao mesmo tempo, a população ocupada chegou a 103,1 milhões de pessoas, crescimento de 1,1% frente ao trimestre anterior, com a criação de 1,08 milhão de novas ocupações. Na comparação anual, houve aumento de 742 mil pessoas ocupadas. O nível de ocupação, que representa a proporção de pessoas trabalhando em relação à população em idade de trabalhar, subiu para 58,8%, avanço de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

Rendimento permanece estável

O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.738, mantendo estabilidade na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao mesmo período de 2025, houve alta de 2,8%. A massa de rendimento real habitual, que representa o total de rendimentos pagos aos trabalhadores, permaneceu estável frente ao trimestre anterior, em R$ 380,3 bilhões. Na comparação anual, registrou crescimento de 3,6%, um aumento de R$ 13,2 bilhões.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho caiu para 12,9%, redução de 1,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 1,5 ponto percentual na comparação anual. O número de pessoas subutilizadas foi estimado em 14,7 milhões, uma queda de 10,1% em relação ao trimestre anterior e de 11% frente ao mesmo período de 2025.

Já a população desalentada, formada por pessoas que desistiram de procurar emprego, caiu para 2,3 milhões, redução de 14,7% em relação ao trimestre anterior e de 17% na comparação anual.

Transporte e administração pública lideram crescimento

Entre os setores da economia, os maiores avanços na ocupação, em relação ao trimestre anterior, ocorreram em Transporte, armazenagem e correio, com alta de 3,9%, e em Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que cresceu 2,6%. Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, os mesmos setores mantiveram crescimento, enquanto os serviços domésticos registraram queda de 5% no número de trabalhadores.

Os dados também mostram estabilidade no número de empregados com carteira assinada no setor privado, estimado em 39,4 milhões, enquanto o contingente de trabalhadores sem carteira aumentou 2,2%, alcançando 13,6 milhões.

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