Deputado do PL é alvo de investigação sobre suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro - Estado do Pará Online

Deputado do PL é alvo de investigação sobre suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro

Polícia Federal mira deputado e desembargador em investigação no Mato Grosso; Operação apura suspeitas de negociação de decisões judiciais

Faissal Calil (PL), deputado estadual no Mato Grosso. (Divulgação)

A Polícia Federal realizou, nesta segunda-feira (8), uma operação para investigar um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do Judiciário e da política de Mato Grosso. Entre os alvos estão o desembargador Dirceu dos Santos, do Tribunal de Justiça do Estado, e o deputado estadual Faissal Calil (PL).

Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, além de um advogado apontado pelas autoridades como possível intermediário nas negociações sob apuração. Também foi determinada a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos envolvidos.

Segundo a Polícia Federal, a investigação busca esclarecer indícios de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro. A apuração analisa a possível influência indevida em decisões judiciais e a movimentação de recursos financeiros considerados suspeitos.

Ao comentar a operação, o deputado Faissal Calil negou participação em qualquer irregularidade. O parlamentar afirmou ter colaborado com os investigadores, entregando aparelhos e senhas solicitados durante a ação. Ele também declarou não manter contato com o desembargador desde que deixou o quadro de servidores do Tribunal de Justiça para assumir mandato eletivo.

O caso ganha relevância porque o magistrado já é alvo de um procedimento disciplinar conduzido pelo Conselho Nacional de Justiça. Em março, ele foi afastado cautelarmente do cargo após surgirem questionamentos sobre movimentações financeiras registradas nos últimos anos.

Conforme informações reunidas pelo CNJ, valores movimentados pelo desembargador superariam de forma significativa os rendimentos oficialmente declarados no mesmo período. O órgão também apontou indícios de possíveis benefícios indevidos relacionados à atuação jurisdicional, hipótese que segue sob investigação.

Até o momento, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso não havia se manifestado sobre a nova operação. As investigações continuam e os fatos apurados ainda serão analisados pelas autoridades competentes.

Com informações da Folha de S. Paulo

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