Crise contratual na Ufra ameaça serviços administrativos em campi do Pará - Estado do Pará Online

Crise contratual na Ufra ameaça serviços administrativos em campi do Pará

Universidade afirma que empresa terceirizada recusou renovação de contrato; impasse envolve pedidos de reequilíbrio financeiro e pode afetar mais de 100 trabalhadores.

Universidade Federal Rural da Amazônia. (Divulgação)

A Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) enfrenta um impasse administrativo após a empresa Diamond Serviços comunicar que não irá renovar o Contrato nº 17/2022, responsável pela prestação de serviços de apoio administrativo e técnico especializado em diversos campi da instituição no Pará.

A descontinuidade do contrato pode impactar diretamente 108 trabalhadores terceirizados e comprometer atividades em unidades localizadas em Belém, Capanema, Capitão Poço, Paragominas, Parauapebas e Tomé-Açu. O atual vínculo contratual encerra no próximo dia 2 de junho.

Documentos e informações relacionados ao caso apontam que os pedidos de reequilíbrio financeiro apresentados pela empresa, protocolados ainda em 2024 e 2025, estariam entre os fatores que levaram à decisão de não prorrogar o contrato. A empresa alegou dificuldades para manter a execução dos serviços diante da ausência de atualização imediata dos valores contratuais.

Posicionamento da Universidade

Em nota oficial, a Ufra informou que manteve negociações com a Diamond Serviços ao longo de maio e apresentou medidas para viabilizar a continuidade do contrato, incluindo o pagamento retroativo referente à data-base de 2024, liberação de recursos da conta vinculada e processamento de faturas pendentes.

A universidade reconheceu que os pedidos de reequilíbrio financeiro influenciaram na decisão da empresa, mas ressaltou que as solicitações foram protocoladas antes do início da atual gestão pro tempore. Segundo a instituição, a comunicação oficial sobre a não renovação do contrato ocorreu em 28 de abril deste ano.

Diante do cenário, a administração da Ufra informou que iniciou, em 15 de maio, um novo processo administrativo para contratação emergencial de outra empresa prestadora de serviços. A previsão é de que a conclusão ocorra em junho.

A instituição também destacou que, após o encerramento da vigência contratual, os colaboradores terceirizados não poderão continuar atuando nas dependências da universidade sem cobertura legal. A gestão afirma trabalhar para reduzir impactos e garantir a continuidade dos serviços essenciais nos campi.

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