A concessão de vistos para a Copa do Mundo sob a ótica da segurança nacional e o sucesso de bilheteria do torneio foram os temas centrais abordados pelo presidente Donald Trump nesta quarta-feira (10). O líder norte-americano assegurou que sua administração atua de forma coordenada para que o fluxo migratório de torcedores ocorra de maneira controlada durante o evento esportivo.
Diante do receio de torcedores estrangeiros sobre as barreiras diplomáticas para ingressar no país, o republicano reforçou o monitoramento das fronteiras. “Estamos trabalhando nisso em estreita colaboração para garantir que as pessoas certas entrem em nosso país”, declarou o chefe de Estado ao confirmar também sua presença nos estádios.
Mesmo com o histórico distanciamento da população local em relação ao futebol tradicional, o presidente celebrou os recordes financeiros obtidos pela competição internacional nesta edição. O mandatário destacou o engajamento do público ao afirmar que “esta foi a Copa do Mundo mais bem-sucedida de todos os tempos” e que as entradas foram comercializadas em ritmo inédito.
Apesar do otimismo econômico do governo, as diretrizes migratórias rigorosas da Casa Branca geram atritos diplomáticos e o cancelamento de acessos, como o veto à cota de ingressos do Irã para a fase de grupos. O reflexo prático dessas restrições severas resultou no impedimento da entrada de um árbitro da Somália, país que integra a lista de nações com trânsito bloqueado pelos Estados Unidos.
Existe ainda um clima de desconfiança entre os torcedores estrangeiros quanto à possibilidade de operações de fiscalização da agência de imigração nos arredores das arenas, especialmente em confrontos de seleções sul-americanas. Embora as autoridades federais tentem amenizar o impacto desses rumores, o policiamento ostensivo mantém em alerta as comunidades de imigrantes no país.
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