CNH do Brasil aposta em conexão direta entre alunos e instrutores para reduzir custos e burocracia - Estado do Pará Online

CNH do Brasil aposta em conexão direta entre alunos e instrutores para reduzir custos e burocracia

Nova etapa amplia autonomia de candidatos à habilitação e cria vitrine digital para profissionais e autoescolas em todo o país

Aplicativo CNH Digital.
Foto: Reprodução

O governo federal apresentou, nesta quarta-feira (6), uma nova fase do programa CNH do Brasil, com foco na aproximação entre quem deseja tirar a CNH e os profissionais responsáveis pela formação prática. 

A iniciativa, chamada de “Nova Jornada do Instrutor”, foi anunciada pelo ministro dos Transportes, George Santoro, e amplia o funcionamento de uma plataforma digital já em operação desde dezembro do ano passado.

A principal mudança está na forma como os candidatos acessam as aulas práticas. Pelo aplicativo oficial, é possível buscar, comparar e contratar diretamente instrutores autônomos ou centros de formação de condutores (CFCs), sem a necessidade de intermediações tradicionais. A proposta, segundo o governo, é dar mais liberdade de escolha ao aluno e tornar o processo mais transparente.

Com a reformulação, o Ministério dos Transportes aposta na simplificação de etapas e na redução de custos. De acordo com Santoro, a desburocratização trouxe impacto significativo para o setor, com diminuição superior a 70% nos custos operacionais das empresas. Ele também rebate críticas sobre possíveis prejuízos às autoescolas, afirmando que não houve fechamento de unidades desde o início da política.

Apesar da flexibilização, o programa mantém exigências mínimas para a formação prática. Os candidatos continuam obrigados a cumprir uma carga horária de aulas com profissionais credenciados. O instrutor de trânsito segue como peça central no processo, responsável por orientar o aluno quanto às normas de circulação, segurança viária e aplicação prática do conteúdo teórico.

Para atuar como instrutor, é necessário atender a critérios definidos em lei, como idade mínima de 21 anos, ensino médio completo e pelo menos dois anos de habilitação. Também é exigida a ausência de infrações gravíssimas recentes, além de certificação específica e cursos nas áreas de direção defensiva e primeiros socorros.

Além disso, tanto instrutores autônomos quanto autoescolas podem criar perfis diretamente no aplicativo, utilizando acesso vinculado ao Gov.br. A ferramenta permite a organização da agenda, divulgação de serviços e gestão das atividades.

Com a nova etapa, o governo tenta equilibrar modernização e regulação, mantendo as exigências de segurança enquanto amplia o acesso à habilitação no país.

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