Cidades

Cadela resgatada após ser vítima de zoofilia é morta a tiros em Tucumã

Por Estado do Pará Online
26/06/2026 às 15:33 • 2 min
Animal, que havia sobrevivido a um histórico de violência antes de ser adotado, foi atingido por um disparo após uma briga entre cães; caso é investigado como crime de maus-tratos.

Redes sociais

A Polícia Civil investiga a morte da cadela Margarida, baleada na última sexta-feira (19), no município de Tucumã, no sul do Pará. O principal suspeito já foi identificado e a corporação solicitou à Justiça a prisão preventiva dele.

Segundo as investigações, o disparo ocorreu após um desentendimento entre dois cães. Testemunhas relataram que, mesmo depois de a briga ter terminado, o tutor do outro animal teria efetuado um tiro que atingiu Margarida.

Imagens registradas por câmeras de segurança mostram a cadela correndo pela rua logo após ser baleada. Mesmo ferida, ela conseguiu retornar para casa, mas não resistiu aos ferimentos.

A tutora do animal, a empresária Polyana Arpini, lamentou a morte e relembrou a história de superação da cadela.

“Ela era muito dócil, muito amável. Quando soube da história dela, quis adotá-la. Eu não consigo entender por que fizeram isso”, afirmou.

A repercussão do caso ganhou ainda mais força por causa do passado de Margarida. Antes de ser adotada, ela vivia em situação de abandono e foi resgatada pela Associação de Proteção aos Animais de Tucumã (Apatuc), após ser vítima de zoofilia. Há cerca de cinco anos, passou a viver com Polyana, que desde então cuidava do animal.

De acordo com a Polícia Civil, a identificação do suspeito foi possível por meio da análise de imagens de câmeras de monitoramento e de depoimentos de testemunhas. O investigado mora na mesma rua da tutora da cadela.

O caso é apurado como crime de maus-tratos contra animais. A legislação brasileira prevê pena de reclusão para quem praticar atos de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar cães e gatos.

A morte de Margarida gerou comoção entre moradores de Tucumã e mobilizou entidades de proteção animal, que cobram a responsabilização do autor do disparo e a aplicação das penalidades previstas em lei

Leia também:

WhatsApp