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Brahim Díaz encara pressão antes de duelo com a França

Por Kaio Rodrigues
09/07/2026 às 15:28 • 4 min
Brahim Díaz encara pressão antes de duelo com a França

Divulgação / FIFA

A partida entre França x Marrocos terá um duelo especial entre protagonistas nesta quinta-feira (9), pelas quartas de final da Copa do Mundo 2026. Do lado marroquino, Brahim Díaz assume o papel de principal articulador e encara a responsabilidade de liderar a equipe diante de uma das favoritas ao título.

O camisa 10 do Marrocos vive uma grande fase no Mundial. Com quatro assistências registradas, o meia-atacante aparece entre os jogadores mais criativos da competição e será peça fundamental para tentar superar a defesa francesa.

A missão, porém, será diante de adversários conhecidos. Pelos Bleus, Díaz encontrará Michael Olise, líder da lista de assistências da Copa, e Kylian Mbappé, companheiro de Real Madrid e vice-artilheiro do torneio.

Díaz aposta na experiência para enfrentar desafio decisivo

A trajetória do meia na Copa ganhou destaque principalmente pela capacidade de encontrar espaços e criar oportunidades para os companheiros.

Um dos beneficiados pelo talento do jogador foi Ismael Saibari, que marcou três gols durante a competição. O atacante, entretanto, está fora do restante do Mundial por conta de uma lesão.

Sem uma das principais opções ofensivas, o Marrocos espera que Díaz aumente ainda mais a influência no setor de criação.

Eu sempre assumo a responsabilidade. Eu cresço sob pressão. São jogos dos quais todo jogador quer participar, e estou pronto. Sinto-me confiante para a partida de amanhã e sei que daremos o nosso melhor.”

Marrocos confia no espírito coletivo contra os franceses

Além do talento individual, a seleção marroquina aposta na força do grupo para tentar eliminar uma equipe que ainda não perdeu na competição. O técnico Mohamed Ouahbi destacou que a união do elenco será um dos fatores importantes no confronto.

Nosso espírito de equipe é incrível. Sinto que é isso que faz toda a diferença nos momentos difíceis. Não acho que se trate apenas de experiência. Vimos equipes experientes serem eliminadas ao longo do torneio. Será um ambiente muito positivo para jogar.”

O duelo será realizado no Estádio de Boston, que teve capacidade máxima de público em todas as partidas disputadas até agora no Mundial.

Companheiros de Real Madrid viram rivais por uma vaga

Além de Mbappé, Díaz também terá pela frente outro jogador do Real Madrid: o meio-campista Aurélien Tchouaméni. A relação fora dos gramados, no entanto, ficará em segundo plano durante os 90 minutos.

São jogadores extraordinários e pessoas maravilhosas. Porém, seremos adversários e todos nós queremos vencer. É só isso que importa. Tenho confiança na minha equipe e sei que faremos uma grande atuação.”

O camisa 10 marroquino também destacou a força dos companheiros e afastou a ideia de que a equipe chega apenas para tentar surpreender.

Meus companheiros de equipe tornam tudo mais fácil, pois somos um grupo muito unido. Vamos enfrentar uma das favoritas amanhã, mas estamos aqui porque temos condições de competir com a França e também figuramos entre os candidatos ao título. Queremos vencer. Vamos dar tudo de nós e fazer a nossa melhor atuação.”

Hakimi e Bounou aparecem como pilares do Marrocos

Para avançar, o Marrocos também dependerá de atuações decisivas de outros nomes importantes. O goleiro Yassine Bono foi fundamental na classificação contra a Holanda nos pênaltis, enquanto Hakimi segue como uma das principais referências defensivas da equipe. Díaz fez elogios ao lateral-direito e ressaltou a importância dele dentro do elenco.

Não tenho elogios suficientes para ele. Ele é o nosso capitão e o melhor lateral-direito do mundo.”

Hakimi também teve papel importante na conexão de Díaz com a torcida marroquina após a vitória sobre o Canadá, nas oitavas de final, partida em que o meia contribuiu com duas assistências.

Com nota 7,02 em criatividade no Power Rankings da FIFA, Díaz chega ao confronto como uma das principais armas ofensivas do Marrocos. Agora, terá a missão de transformar criatividade em classificação diante da França.

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