Cidades

Belenenses registram aumento de aparições de cobras em áreas urbanas; biólogo orienta sobre como agir nestes casos

Por Estado do Pará Online
03/03/2025 às 11:52 • 2 min


Nas últimas semanas, Belém tem registrado um aumento no número de avistamentos de cobras, especialmente em áreas urbanas. Basilio Guerreiro, biólogo do Parque Zoobotânico Mangal das Garças e do Laboratório de Produção Animal da UFPA, explica que o fenômeno está relacionado ao aumento das chuvas, perda de habitats naturais e à maior facilidade de registros por câmeras de celulares.

As cobras, como sucuris, sempre estiveram presentes nas cidades amazônicas, como Belém, que é rodeada por rios, canais e riachos que deságuam na Baía do Guajará. O biólogo ressalta que, com o aumento das chuvas, esses animais ganham mobilidade pelos canais e redes de esgoto, frequentemente surgindo em áreas urbanas. Esse aumento de avistamentos, no entanto, está ligado à crescente destruição do habitat natural e à busca por alimento e abrigo.

Apesar do medo que geram, as cobras raramente oferecem risco à população. Guerreiro afirma que, embora as sucuris sejam as mais comuns na capital paraense, elas se alimentam de presas menores, como galinhas e patos. Uma cobra de tamanho suficiente para ameaçar um ser humano seria uma exceção extrema e praticamente impossível de ocorrer na cidade. Para evitar encontros indesejados, o especialista orienta que a população não interaja com o animal, acionando a Polícia Ambiental por meio do 190 para captura e soltura segura.

O biólogo também destaca que cobras, embora possam ser temidas, desempenham um papel fundamental no ecossistema, ajudando no controle de roedores e outros animais indesejados. Ele alerta que maltratar ou matar esses animais é crime, passível de multa e prisão. Ao reconhecer a importância desses répteis, é possível promover uma convivência mais harmônica entre a população e a fauna local.

Por fim, o Basílio desmistifica histórias de cobras atacando ou arrastando pessoas, esclarecendo que tais relatos são exageros, frequentemente impulsionados por boatos em redes sociais.

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