Atlas da Violência: Pará tem 20 municípios com taxas de homicídio acima da média nacional - Estado do Pará Online

Atlas da Violência: Pará tem 20 municípios com taxas de homicídio acima da média nacional

Dados revelam desigualdade na segurança pública paraense com vinte municípios em nível crítico e seis entre os cem mais seguros do país

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O novo relatório do Atlas da Violência 2026 revela um cenário de fortes contrastes na segurança pública do Pará. O documento aponta que 20 municípios paraenses registram taxas de homicídio superiores à média nacional oficial do Brasil, que fechou o ano em 20,1 mortes por 100 mil habitantes.

Embora o país tenha atingido o menor patamar de assassinatos dos últimos 11 anos, com uma queda geral de 7,4%, esse grupo de cidades paraenses permanece em situação de alerta. Os dados foram mapeados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O levantamento, que utiliza microdados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), permite analisar de forma detalhada o comportamento da letalidade no estado, dividindo o território entre os extremos de violência e segurança.

Municípios paraenses acima da média do Brasil

Todas as 20 cidades do ranking do Pará fornecidas pelo estudo superam com folga a linha média nacional de 20,1 homicídios. O índice geral brasileiro também é ultrapassado quando comparado à taxa média estimada (que inclui “homicídios ocultos” e chega a 23,4).

No topo dos indicadores de maior letalidade do estado, duas cidades de pequeno porte entram inclusive no ranking das 100 mais violentas de todo o país. São elas: Floresta do Araguaia, que lidera a lista com taxa de 80,8, e Rio Maria, na segunda posição regional com taxa de 78,4.

O ranking estadual de municípios acima da média nacional segue composto por localidades como Ipixuna do Pará (69,6), Vitória do Xingu (67,0), Jacundá (65,1), Trairão (64,0), Mocajuba (62,5), Redenção (58,7), São Félix do Xingu (57,6), Água Azul do Norte (55,7), Novo Progresso (54,8) e Marituba (54,6).

Completam a lista de alta letalidade as cidades de Santa Luzia do Pará (51,8), Mãe do Rio (51,3), Pacajá (50,5), Medicilândia (48,9), Abel Figueiredo (47,6), São Domingos do Araguaia (46,2), Jacareacanga (46,1) e Anapu (45,8).

Em contrapartida ao cenário das cidades mais violentas, o Atlas da Violência 2026 traz dados positivos para outras regiões do interior do Pará, mostrando que a queda da criminalidade:

  • Municípios com Taxa Zero: Dez localidades paraenses se destacaram ao fechar o período sem registrar um único homicídio sequer. São elas: Aveiro, Bonito, Brejo Grande do Araguaia, Cachoeira do Arari, Curuá, Inhangapi, Magalhães Barata, Santa Cruz do Arari, Terra Santa e São João de Pirabas.
  • Seis municípios paraenses figuram na lista das cem cidades menos violentas do Brasil. O principal destaque é Prainha (31ª nacional), com taxa de apenas 2,6. A lista de baixa letalidade inclui ainda Alenquer (2,7), Bagre (2,9), Melgaço (3,4), Marapanim (3,6) e Santa Maria do Pará (3,9).

O relatório aponta ainda que Mojuí dos Campos (4,0), Muaná (4,1), Monte Alegre (4,7) e Limoeiro do Ajuru (6,3) também se mantêm em patamares seguros.

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