Deputado propõe aplicativo para monitorar riscos de navegação após acidente nas águas de Belém - Estado do Pará Online

Deputado propõe aplicativo para monitorar riscos de navegação após acidente nas águas de Belém

Projeto apresentado na Alepa sugere sistema colaborativo para alertar embarcações sobre pedrais, bancos de areia e trechos perigosos na Baía do Guajará

Após mais um acidente registrado nas águas em frente a Belém, que resultou na morte de uma usuária de jet ski, o deputado estadual Erick Monteiro apresentou na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) uma proposta para criação de um Sistema de Monitoramento Colaborativo de Navegabilidade no estado.

A iniciativa prevê o desenvolvimento de um aplicativo móvel gratuito voltado para condutores de embarcações, ribeirinhos e comunidades tradicionais, com o objetivo de mapear, em tempo real, áreas de risco nos rios da região metropolitana de Belém.

De acordo com o documento, o sistema permitiria que usuários registrassem, via GPS do celular, pontos perigosos como pedrais, bancos de areia, troncos submersos, áreas de forte correnteza e trechos com nível crítico de água.

A proposta sugere que o aplicativo seja desenvolvido pela Prodepa, com apoio técnico da Universidade Federal do Pará (UFPA), utilizando integração de dados via satélite, sensores de baixo custo e informações compartilhadas por moradores e navegadores da região.

Segundo o parlamentar, o sistema funcionaria por meio de uma estrutura colaborativa, reunindo informações enviadas pela população com dados de sensores telemétricos instalados em rios e furos da Baía do Guajará. As informações seriam centralizadas em uma plataforma digital integrada a alertas oficiais da Defesa Civil.

Entre as funcionalidades previstas estão notificações automáticas por SMS ou aplicativo para alertar usuários sobre riscos de navegação e prevenir acidentes envolvendo pequenas embarcações.

Na justificativa do projeto, Erick Monteiro afirma que dados da Capitania dos Portos apontam média de 40 acidentes por ano com vítimas fatais no Pará, sendo cerca de 70% relacionados a colisões com pedrais ou encalhes em bancos de areia.

“O prático conhece o rio, mas a memória se perde e o rio muda. O satélite vê a mudança, mas não conhece o ‘rebojo’. O aplicativo une os dois”, destaca o documento ao defender a integração entre tecnologia e conhecimento tradicional das populações ribeirinhas.

O projeto também argumenta que a implementação do sistema pode reduzir acidentes sem a necessidade de ampliar os custos de fiscalização fluvial, utilizando tecnologias de baixo custo já disponíveis em redes móveis.

Leia também: