Cidades

Artur Brito contesta decisão que o levou a júri popular e afirma que MP pediu sua impronúncia

Por Estado do Pará Online
07/07/2026 às 20:06 • 2 min

O ex-prefeito de Tucuruí, Artur de Jesus Brito, se manifestou nesta terça-feira (7) sobre a decisão da Vara Criminal do município que o pronunciou para ser julgado pelo Tribunal do Júri pelo suposto envolvimento na morte do então prefeito Jones William da Silva Galvão, assassinado em 2017.

Em nota, Artur Brito afirmou que recebeu a decisão “com tranquilidade” e ressaltou que a pronúncia não representa uma condenação, destacando que a defesa irá recorrer da decisão conforme prevê a legislação.

O ex-prefeito também declarou que o próprio Ministério Público do Estado do Pará teria se manifestado pela sua impronúncia, por entender, segundo ele, que não existiriam elementos suficientes para sustentar a acusação. Brito ainda afirmou que não há provas materiais que o vinculem ao crime.

Sobre o andamento do processo, Artur Brito argumentou que a acusação estaria baseada apenas em depoimentos de testemunhas, que, segundo ele, possuem divergências políticas com sua atuação. As declarações fazem parte da manifestação pública do ex-prefeito e ainda serão analisadas no curso do processo judicial.

Ver no Threads

Na nota, o ex-gestor também afirmou confiar na Justiça e disse acreditar que “a verdade prevalecerá” ao longo da tramitação do caso. Ele ainda defendeu que os responsáveis pelo assassinato de Jones William sejam responsabilizados dentro da lei e criticou o que classificou como uso político da tragédia em períodos eleitorais.

A decisão da Justiça que pronunciou Artur Brito apenas autoriza o prosseguimento do processo para julgamento pelo Tribunal do Júri. A definição sobre eventual culpa ou inocência caberá aos jurados, após a apresentação das teses da acusação e da defesa, e a decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.

Leia também:

WhatsApp