O Ministério do Meio Ambiente (MMA) atualizou a lista nacional de peixes e invertebrados aquáticos ameaçados de extinção e incluiu espécies conhecidas da fauna amazônica, como a Arraia-xingu e o Tambaqui. A nova relação foi publicada no fim de abril e substitui a portaria anterior, divulgada em 2022.
A atualização reúne 490 espécies consideradas sob algum nível de ameaça. O levantamento é utilizado pelo governo federal como base para políticas de preservação ambiental, fiscalização e definição de medidas de manejo sustentável.
A arraia-xingu é encontrada exclusivamente no rio Xingu, no Pará, enquanto o tambaqui é um dos peixes mais consumidos e comercializados da região amazônica. Especialistas apontam que fatores como pesca predatória, alterações nos rios e destruição de habitats naturais têm pressionado diversas espécies aquáticas nos últimos anos.
De acordo com pesquisadores envolvidos no processo de avaliação, a revisão periódica permite atualizar dados científicos sobre distribuição, reprodução e redução populacional dos animais. Algumas espécies deixaram a lista após novos estudos, enquanto outras passaram a integrar categorias de maior risco.
Pesca e degradação ambiental estão entre principais ameaças
Entre os pontos que mais preocupam ambientalistas está a sobrepesca, principalmente de espécies comercializadas em larga escala. O pargo, por exemplo, teve agravamento no status de conservação após registros de captura intensa, incluindo peixes ainda jovens, o que dificulta a recuperação populacional.
Na Amazônia, pesquisadores também alertam para impactos provocados por hidrelétricas, que alteram o fluxo natural dos rios e afetam diretamente áreas de reprodução e alimentação dos peixes.
Já em regiões costeiras do país, problemas como ocupação desordenada, poluição e introdução de espécies exóticas seguem entre os fatores que ameaçam a biodiversidade aquática.
Tubarões e raias seguem em situação crítica
O levantamento também reforça a preocupação com espécies de tubarões e raias. Segundo especialistas, esses animais possuem crescimento lento e baixa taxa de reprodução, o que torna a recuperação populacional mais difícil.
Entre os casos considerados críticos estão o Tubarão-mako e o Tubarão-mangona, classificados em categorias elevadas de ameaça.
O Ministério do Meio Ambiente informou que novas atualizações envolvendo espécies da fauna e flora brasileira ainda devem ser divulgadas nos próximos meses.
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