Anvisa decide nesta semana se mantém suspensão em fábrica da Ypê após contaminação em produtos - Estado do Pará Online

Anvisa decide nesta semana se mantém suspensão em fábrica da Ypê após contaminação em produtos

Agência sanitária vai analisar recurso apresentado pela empresa após identificação de falhas de higiene e presença de bactéria em lotes de produtos

Foto: Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve decidir nesta quarta-feira (13) se mantém ou não a suspensão parcial das atividades da fábrica da Ypê, localizada em Amparo, no interior de São Paulo.

A análise será feita pela diretoria colegiada da agência após a empresa apresentar recurso contra a decisão que interditou parte da produção.

A suspensão envolve 25 produtos das linhas de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes fabricados na unidade paulista. A medida foi tomada após inspeções identificarem falhas sanitárias e indícios de contaminação microbiológica.

Anvisa identificou bactéria em produtos

Segundo a Anvisa, a empresa registrou resultados fora dos padrões microbiológicos entre dezembro de 2025 e abril de 2026. Entre os problemas encontrados está a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em 80 lotes de produtos acabados.

De acordo com o órgão, os lotes não foram reprovados pelo controle de qualidade interno da empresa e permaneceram armazenados.

A bactéria pode representar riscos à saúde, principalmente para pessoas com baixa imunidade. O micro-organismo é conhecido por estar associado a infecções hospitalares.

Fiscalizações apontaram problemas de higiene

As irregularidades começaram a ser investigadas após uma fiscalização realizada em novembro de 2025 na fábrica da Química Amparo, dona da marca Ypê.

Na inspeção, equipes da Vigilância Sanitária encontraram problemas nas práticas de fabricação, além de sujeira, poeira em máquinas e falhas nos processos de limpeza.

Uma nova fiscalização feita entre os dias 27 e 30 de abril deste ano apontou novamente problemas de higiene na unidade.

Segundo a Anvisa, as falhas encontradas representam risco sanitário e podem favorecer a presença de micro-organismos nos produtos.

Diante da situação, a agência determinou a interrupção de uma das linhas de produção da fábrica.

Empresa apresentou recurso

Após a decisão da Anvisa, a Ypê apresentou recurso administrativo. Com isso, os efeitos da suspensão ficaram temporariamente suspensos até a análise final do colegiado da agência.
Mesmo assim, a empresa informou que decidiu manter paralisadas as linhas responsáveis pela fabricação de lava-roupas líquidos, detergentes e desinfetantes para acelerar as adequações exigidas pelos órgãos sanitários.

Em nota, a fabricante afirmou que reforçou o atendimento do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) e segue em diálogo com a Anvisa e demais autoridades sanitárias. O presidente da empresa, Rodolfo Traldi, afirmou que a companhia mantém o compromisso com a qualidade, segurança e transparência no processo de adequação da unidade.

Consumidores devem evitar uso dos produtos afetados

A Anvisa orienta que consumidores não utilizem os produtos incluídos na resolução publicada pela agência até a conclusão da análise do caso.

A recomendação vale para produtos com lotes terminados no número 1.

Veja os produtos citados pela Anvisa

Lava Louças Ypê Clear Care

Lava Louças com Enzimas Ativas Ypê

Lava Louças Ypê

Lava Louças Ypê Toque Suave

Lava-Louças Concentrado Ypê Green

Lava-Louças Ypê Clear

Lava-Louças Ypê Green

Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor

Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Cuida das Roupas

Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Antibac

Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha

Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Green

Lava Roupas Líquido Ypê Express

Lava Roupas Líquido Ypê Power Act

Lava Roupas Líquido Ypê Premium

Lava Roupas Tixan Maciez

Lava Roupas Tixan Primavera

Desinfetante Bak Ypê

Desinfetante de Uso Geral Atol

Desinfetante Perfumado Atol

Desinfetante Pinho Ypê

Lava Roupas Tixan Power Act

O que acontece agora?

A empresa terá prazo para apresentar argumentos técnicos e um plano de ação com medidas para corrigir os problemas encontrados na fábrica.

Entre as exigências estão melhorias nos processos de limpeza, controle de qualidade e tratamento da água utilizada na produção.

A linha de produção interditada só poderá voltar a funcionar após comprovação de que os problemas sanitários foram resolvidos.

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