Reginaldo Corrêa de Melo Jr*
A política destaca fêmomenos que muitas das vezes nem o marketing explica. Confesso que não sei se já houve uma aferição séria, por meio de pesquisa sobre a inserção das esposas dos políticos no processo eleitoral, seja acompanhando, seja se candidatando, movimento evidente, que já não passa despercebido no cenário.
É nítido, na perspectiva da imagem, que quando o político leva a esposa nos compromissos eleitorais a estratégia inicial é humanizar a imagem do candidato. Por meio da figura da mulher o político-candidato transmite valores de estabilidade e confiança na relação familiar.
A perspectiva é óbvia, que se estreitem os laços com o eleitorado, especialmente o feminino.
É de se julgar que a presença da esposa suaviza arestas, demonstra proximidade com a realidade das famílias e tenta demonstrar que o projeto político tem apoio conjunto da companheira.
Já em relação a mulher candidata ou política, o ponto central fica curioso, seria a presença de seu cônjuge o ítem que lhe serve de estratégia para desconstruir o preconceito de gênero, já que a figura da mulher no ambiente político ainda é objeto de ações afirmativas, a exemplo da cota mínima feminina?
Noutro sentido, poderíamos supor, que no cenário estratégico a presença ativa do marido demonstraria que ele a apoia, lhe consolida autonomia, legitima a liderança da esposa, ajudando a combater estigmas culturais sobre o papel da mulher na sociedade?
Uma coisa ou outra, fato é que já se vê a presença de homens acompanhando suas esposas, muitas vezes de forma aleatória, o que pode acabar reforçando e reafirmando a necessidade da mulher ser validada pelo homem, pelo marido, mesmo na condição de protagonista do espaço político.
Dito isso, fiquemos por aguardar as respostas dos especialistas em comportamento ou dos marketeiros eleitorais.
Reginaldo Corrêa de Melo Jr é advogado, especialista em marketing e doutor em adminnstração pública
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