Internacional

Ministro da Segurança de Israel divulga construção de centro de execução direcionado a palestinos

Itamar Ben-Gvir publicou vídeo nas redes sociais mostrando as obras do local de enforcamento e afirmou que famílias de vítimas poderão acompanhar os procedimentos de cabines de observação

Por Estado do Pará Online
21/08/2026 às 12:54 • 2 min

Foto: reprodução/ redes sociais

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, divulgou um vídeo em suas redes sociais no qual mostra as obras de construção de um centro de enforcamento em uma unidade prisional do país. Segundo o integrante do governo, a estrutura será utilizada para a execução de palestinos condenados por acusações de terrorismo, excluindo extremistas israelenses processados por crimes semelhantes.

Durante a visita à área, cujo local exato não foi detalhado, o líder de extrema-direita apontou para as fundações da obra e declarou que cumpriu promessas de endurecimento do sistema prisional e aprovação da legislação que prevê a pena capital no país.

“Prometi piorar as condições dos terroristas nas prisões, e cumpri. Prometi aprovar a lei da pena de morte para terroristas, e aprovamos. E agora o corredor da morte e o local de execução também começam a ganhar forma”, afirmou Ben-Gvir.

Instalações para público e críticas internacionais

O ministro declarou ainda que o complexo contará com cabines de observação destinadas aos familiares de vítimas para que assistam aos enforcamentos. As obras ocorrem após a aprovação da legislação da pena de morte no parlamento israelense por 62 votos a 48, estabelecendo a sanção como regra em tribunais militares para casos enquadrados na norma, salvo exceções justificadas para prisão perpétua.

A aprovação da medida e a conduta de Ben-Gvir têm gerado forte repúdio da comunidade internacional sob alegações de discriminação jurídica. Nos últimos meses, o ministro foi alvo de sanções impostas por governos da França, Irlanda e Reino Unido.

A divulgação do vídeo segue-se a declarações dadas pelo ministro na quarta-feira (19), quando sugeriu a realização rotineira de assassinatos seletivos noturnos de palestinos, gerando nova onda de condenações por parte de organizações de direitos humanos.

Com infromações Opera Mundi

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