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Consulta pública avalia uso de novo medicamento para hipertensão pulmonar no SUS

A consulta pública deve analisar a inclusão do sotatercepte na rede pública

Por Sarah Carvalho
10/08/2026 às 10:44 • 2 min

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A população e profissionais da área da saúde já podem opinar sobre a possível oferta de um novo medicamento para pacientes com hipertensão arterial pulmonar (HAP) pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) abriu uma consulta pública para analisar a inclusão do sotatercepte na rede pública.

As contribuições podem ser enviadas até 17 de agosto. A avaliação envolve o uso do medicamento em adultos com quadros mais avançados da doença, classificados nas classes funcionais III ou IV pela Organização Mundial da Saúde (OMS), especialmente pacientes que apresentam risco de mortalidade intermediário ou alto.

A proposta de incorporação foi apresentada pelo próprio fabricante do medicamento. De acordo com os critérios analisados pela Conitec, o sotatercepte poderá ser utilizado em pacientes que já fazem tratamento com duas terapias e apresentam intolerância às prostaciclinas, ou em casos que necessitam de uma combinação de três tratamentos.

O medicamento atua em mecanismos relacionados ao crescimento das células que formam os vasos sanguíneos. Na hipertensão arterial pulmonar, alterações nesse processo podem contribuir para o estreitamento dos vasos que levam o sangue aos pulmões.

Entenda a hipertensão arterial pulmonar

A hipertensão arterial pulmonar é uma doença rara e crônica que afeta os vasos responsáveis por transportar o sangue do coração até os pulmões. Com o aumento da pressão nessas estruturas, o lado direito do coração precisa trabalhar com mais intensidade para conseguir bombear o sangue.

A sobrecarga pode provocar sintomas como falta de ar, cansaço, tontura, dor no peito e desmaios, além de dificultar a realização de atividades do cotidiano.

Por ser uma doença progressiva, a condição pode se agravar ao longo do tempo. Nos casos mais graves, a pressão elevada nos vasos pulmonares pode comprometer o funcionamento do coração e levar à insuficiência cardíaca e à morte.

A consulta pública faz parte do processo de análise da Conitec antes de uma eventual decisão sobre a incorporação do medicamento ao SUS.

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