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Eleições 2026

PF prepara operação nacional para proteger candidatos à Presidência nas eleições de 2026

Estrutura poderá atender até dez candidaturas ao mesmo tempo e contará com equipes especializadas, inteligência, logística e apoio das superintendências da Polícia Federal nos estados

Por Estado do Pará Online
20/07/2026 às 08:31 • 5 min
Foram ouvidas 2.000 pessoas entre os dias 15 a 20 de maio; a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Foto: reprodução/ Redes sociais

A Polícia Federal preparou uma operação nacional para garantir a segurança de candidatos à Presidência da República durante as Eleições de 2026. A estrutura poderá ser acionada a partir de 20 de julho, após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias e a formalização do pedido pelas campanhas.

Coordenada pela Diretoria de Proteção à Pessoa (DPP), a operação foi dimensionada para atender, simultaneamente, até dez candidaturas, com equipes especializadas, atuação em todos os estados e acompanhamento permanente das agendas de campanha.

Ao todo, a ação poderá mobilizar até 458 servidores, entre agentes de proteção, chefes de equipe e profissionais das áreas de inteligência e logística. As superintendências regionais da Polícia Federal em todas as unidades da Federação também darão apoio à operação.

Planejamento individual para cada candidatura

Cada candidatura terá um planejamento próprio, elaborado a partir de uma metodologia técnica de análise de risco. As avaliações serão atualizadas conforme a evolução das ameaças, vulnerabilidades identificadas e características de cada compromisso de campanha.

Entre os elementos considerados estão histórico de ameaças, informações de inteligência, locais dos eventos, acessos, deslocamentos e o contexto de segurança de cada região.

Antes das agendas, equipes precursoras farão o reconhecimento dos locais e articularão as medidas necessárias com forças de segurança estaduais e municipais. Segundo a PF, o objetivo é garantir a realização dos compromissos apresentados pelas campanhas de forma discreta e com a menor interferência possível nos atos eleitorais.

O efetivo e os meios empregados poderão ser reforçados ou ajustados a qualquer momento, de acordo com as necessidades identificadas.

Tratamento isonômico

A Polícia Federal informou que a operação foi estruturada para garantir tratamento isonômico a todas as candidaturas, com aplicação dos mesmos critérios técnicos e protocolos de segurança.

O efetivo e os recursos empregados serão definidos de forma individualizada, conforme o nível de risco e as características de cada agenda.

Informações sobre agendas, itinerários, avaliações de ameaça e composição das equipes serão tratadas de forma compartimentada. Por razões operacionais, a PF não divulgará a classificação de risco atribuída individualmente aos candidatos nem o número de servidores destinado a cada equipe.

Diálogo com partidos

Desde abril, a Polícia Federal mantém interlocução com partidos e pré-candidaturas para apresentar o funcionamento da operação e preparar a atuação durante o período eleitoral.

Os 30 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral foram oficialmente comunicados. A instituição também realizou uma reunião geral de apresentação do modelo de segurança e encontros bilaterais com pré-candidaturas que solicitaram esclarecimentos específicos.

A adesão à proteção da Polícia Federal é uma prerrogativa do candidato. Campanhas que optarem por não utilizar o serviço terão a decisão respeitada, mas poderão solicitar a proteção posteriormente.

Caso a candidatura do presidente da República seja confirmada, a segurança seguirá sob o modelo híbrido atualmente adotado, com atuação conjunta do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e da Polícia Federal.

Tecnologia e estrutura operacional

A operação poderá contar, conforme a avaliação de cada agenda, com veículos blindados, grupos táticos, equipamentos de defesa antidrone, reconhecimento facial, monitoramento de ameaças digitais e kits para vistorias antibombas.

Mais de 600 profissionais foram formados ou aperfeiçoados entre 2025 e 2026 para atuar na operação. As capacitações envolveram direção veicular, primeiros socorros, operação de drones, salvamento aquático, proteção à pessoa e procedimentos específicos para a segurança de presidenciáveis.

A partir de 20 de julho, a Polícia Federal ativará, em Brasília, a Sala Nacional de Comando e Controle da operação. A central acompanhará, em tempo real, a localização das equipes, as agendas em andamento e eventuais situações fora do previsto, permitindo suporte logístico e alinhamento dos servidores em campo.

Segundo a PF, a centralização será operacional, e não de inteligência. As avaliações de risco e informações sensíveis sobre cada candidato permanecerão restritas às equipes que precisam desses dados para atuar.

Operação terá cerca de R$ 95 milhões

A segurança dos candidatos à Presidência terá aproximadamente R$ 95 milhões destinados à execução da operação. Os recursos serão usados na mobilização de servidores, contratação de serviços necessários e aquisição de equipamentos, como viaturas blindadas, coletes balísticos de alto desempenho, sistemas antidrone e kits de vistorias antibombas.

A proteção dos candidatos à Presidência da República pela Polícia Federal está prevista na Constituição Federal, na Lei nº 7.474/1986, no Decreto nº 6.381/2008 e na Portaria MJ nº 493/1998.

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