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SUS terá novo tratamento para pacientes com leucemia mieloide aguda

Por Estado do Pará Online
17/06/2026 às 09:02 • 3 min

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Pacientes com leucemia mieloide aguda (LMA) atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passarão a contar com uma nova opção terapêutica. O Ministério da Saúde oficializou a incorporação da combinação dos medicamentos venetoclax e azacitidina para adultos recém-diagnosticados com a doença que não podem ser submetidos à quimioterapia intensiva.

A medida foi publicada por meio de portaria nesta segunda-feira (15). De acordo com o documento, a pasta tem prazo de até 180 dias para disponibilizar o tratamento na rede pública.

A nova terapia será direcionada a um grupo específico de pacientes que, por fatores como idade avançada, fragilidade clínica ou outras condições de saúde, não conseguem realizar os protocolos mais agressivos de quimioterapia.

Doença afeta a produção das células sanguíneas

A leucemia mieloide aguda é um câncer que tem origem na medula óssea, responsável pela produção das células do sangue. A enfermidade se desenvolve quando células anormais passam a se multiplicar de forma descontrolada, comprometendo a formação adequada de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.

Por apresentar evolução rápida, a doença exige acompanhamento médico e tratamento precoce. Entre os sintomas mais frequentes estão fadiga intensa, palidez, febre persistente, infecções recorrentes, surgimento de hematomas e episódios de sangramento, especialmente no nariz e nas gengivas.

Também podem ocorrer perda de peso, dores nos ossos e suor noturno.

Medicamentos passam a integrar a rede pública

O venetoclax é classificado como uma terapia-alvo, atuando no bloqueio de proteínas que contribuem para a sobrevivência das células cancerígenas. Já a azacitidina interfere diretamente no crescimento e na multiplicação das células doentes.

A associação dos dois medicamentos tem sido utilizada como alternativa para pacientes que não conseguem tolerar tratamentos intensivos, cenário comum entre idosos e pessoas com outras comorbidades.

Diagnóstico e opções de tratamento

A identificação da leucemia mieloide aguda geralmente começa com alterações observadas em exames de sangue. A confirmação depende de análises da medula óssea e de testes genéticos, que auxiliam na definição do subtipo da doença e do tratamento mais adequado.

Além da combinação recém-incorporada ao SUS, o tratamento pode envolver quimioterapia convencional, imunoterapia, terapias-alvo, medicamentos específicos e transplante de medula óssea.

Em casos selecionados, especialmente entre pacientes com maior risco de recaída, o transplante continua sendo uma das principais estratégias terapêuticas com potencial curativo.

Com a inclusão do venetoclax associado à azacitidina no SUS, a expectativa é que pacientes recém-diagnosticados com leucemia mieloide aguda e sem condições de realizar quimioterapia intensiva tenham acesso ao tratamento pela rede pública nos próximos seis meses.

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