Força Integrada prende 11 mulheres ligadas ao crime organizado no Pará - Estado do Pará Online

Força Integrada prende 11 mulheres ligadas ao crime organizado no Pará

Alvos da sexta fase da operação exerciam funções de orientação e articulação em grupo envolvido com tráfico e atentados contra agentes de segurança

Polícia Civil e PF deflagram ação contra mulheres que lideravam ataques e extorsões no Pará. Foto: Policia Federal

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Pará (FICCO/PA) deflagrou, nesta quinta-feira (28), a 6ª fase da Operação Coalizão Pela Paz. A ação integrada resultou no cumprimento de 11 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar expedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado.

De acordo com as investigações, os alvos desta etapa são mulheres apontadas como integrantes de uma organização criminosa de alta periculosidade. Elas exerciam funções estratégicas de orientação e articulação no grupo, que é envolvido com tráfico de entorpecentes, extorsões e ataques contra agentes da segurança pública no estado.

As prisões ocorreram simultaneamente em 11 municípios paraenses, abrangendo diferentes regiões: Abaetetuba, Barcarena, Prainha, Redenção, Salinópolis, Bragança, Almeirim, Breves, Belém, Marituba e Ananindeua. Com o resultado de hoje, a operação já contabiliza 151 mandados de prisão cumpridos desde o seu início, em outubro de 2025.

A ofensiva exigiu uma ampla mobilização de delegacias especializadas e núcleos de inteligência do interior e da Região Metropolitana de Belém. O trabalho de campo unificou esforços para interceptar as suspeitas em suas respectivas bases operacionais de forma simultânea.

A operação contou com a participação ativa de diversas unidades da Polícia Civil do Pará, como o Núcleo de Inteligência Policial (NIP), os Núcleos de Apoio à Investigação (NAI) do Baixo Tocantins e de Capanema, além da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE).

Também integraram a força-tarefa as Superintendências Regionais do Baixo Tocantins e das Ilhas do Marajó, as delegacias locais dos municípios alvos e guarnições da Polícia Militar de Prainha, que deram suporte tático no cumprimento das ordens judiciais.

Enfrentamento unificado ao crime

As investigações apontam que a descentralização das prisões reflete a capilaridade da facção criminosa, que tentava expandir suas lideranças femininas tanto nos grandes centros urbanos quanto em municípios estratégicos do interior e da região calha do Rio Amazonas.

A FICCO/PA, responsável pela coordenação macro da operação, é um comitê permanente composto pela Polícia Federal (PF), Polícia Civil do Estado do Pará (PCPA) e pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP). O órgão atua de forma conjunta no isolamento de lideranças e no asfixiamento financeiro de facções.

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