A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada semanal para 40 horas passou na Câmara dos Deputados com folga. Apesar do forte consenso e do placar expressivo alcançado no plenário, a matéria enfrentou a resistência de um grupo de parlamentares de oposição.
No primeiro turno de votação, a proposta registrou 22 votos contrários, número que recuou para 19 deputados no segundo turno. A oposição ao projeto se concentrou majoritariamente nas bancadas do PL e do Novo, partidos que criticaram o impacto econômico da mudança estrutural no mercado varejista.
Políticos eleitos por estados da Região Sul do Brasil, com destaque para Santa Catarina e Rio Grande do Sul, lideraram as manifestações de voto não no painel eletrônico.
PL e Novo
A bancada do PL foi a que mais registrou votos contra a emenda. Foram 11 votos no primeiro turno e 9 no segundo. Já o partido Novo manteve uma postura unânime e votou em bloco em ambas as rodadas, registrando quatro votos desfavoráveis.
Abaixo, veja o comportamento das bancadas partidárias que registraram oposição ao projeto na Câmara dos Deputados:
- Partido Liberal (PL): Teve como opositores Bibo Nunes (RS), Caroline de Toni (SC), Daniel Freitas (SC), Daniela Reinehr (SC), Julia Zanatta (SC), Mauricio Marcon (RS), Nicoletti (RR), Ricardo Guidi (SC) e Rosangela Moro (SP) nos dois turnos. Paulo Marinho Jr. (MA) e Zé Trovão (SC) votaram contra apenas no primeiro turno e ficaram ausentes no segundo.
- Novo: Votou fechado contra a redução de jornada com os deputados Adriana Ventura (SP), Gilson Marques (SC), Marcel van Hattem (RS) e Ricardo Salles (SP).
- MDB e União Brasil: O MDB manteve dois votos contrários estáveis com Carlos Chiodini (SC) e Pezenti (SC). No União Brasil, Fabio Schiochet (SC) votou contra no primeiro turno, mas mudou de posição; já Fausto Pinato (SP) manteve o voto não nas duas etapas.
- Outras legendas: Lucas Redecker (PSD-RS), Sérgio Turra (PP-RS) e Kim Kataguiri (Missão-SP) fecharam a lista votando contra a proposta nos dois turnos de votação.
A pequena variação no índice de rejeição entre o primeiro e o segundo turno ocorreu devido à mudança de comportamento de três parlamentares. Os deputados Paulo Marinho Jr. (PL-MA) e Zé Trovão (PL-SC), que haviam rejeitado o texto inicialmente, não compareceram ao plenário na sessão seguinte.
A única mudança direta de voto veio do deputado Fabio Schiochet (União Brasil-SC). Após se posicionar contra a PEC no primeiro turno, o parlamentar catarinense reavaliou o teor do substitutivo e decidiu registrar voto favorável ao fim da escala 6×1 na votação final.
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