Após denúncia, ativista indígena admite “violência verbal” e diz que não houve agressão física - Estado do Pará Online

Após denúncia, ativista indígena admite “violência verbal” e diz que não houve agressão física

Cristian Arapiun publicou vídeo nas redes sociais após repercussão do caso; companheira também divulgou nota pedindo respeito e criticando julgamentos na internet

Reprodução/ Redes Sociais

O ativista indígena Cristian Arapiun se manifestou publicamente após a repercussão de uma ocorrência registrada na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), em Santarém, no oeste do Pará.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Cristian afirmou que se excedeu emocionalmente durante a situação envolvendo a companheira e familiares dela. No pronunciamento, ele admitiu ter cometido violência verbal, mas negou agressões físicas.

“Eu me excedi emocionalmente, levantei a voz e cometi uma violência verbal contra a mãe do meu filho e contra a família dela”, declarou.

O ativista afirmou ainda que está disposto a rever comportamentos e continuar um processo de mudança pessoal. “Estou disposto a melhorar, continuar a minha transformação como homem, como pai, como filho e também como liderança do movimento indígena”, disse.

Durante a publicação, Cristian também pediu que o caso seja tratado com cautela e respeito ao direito de defesa. “Espero que o meu direito à ampla defesa e à verdade sejam respeitados. Nenhuma pessoa deve ser julgada previamente”, afirmou.

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A companheira dele também se pronunciou nas redes sociais. Em nota, ela declarou que não houve violência física e criticou a forma como o caso passou a repercutir em páginas e blogs.

“Queremos deixar claro que muito do que está sendo contado é invenção. Essa exposição cruel acabou se tornando uma nova violência contra nós”, diz um trecho da publicação.

Ela afirmou ainda que as medidas necessárias para garantir acolhimento e segurança já foram tomadas de maneira reservada e pediu respeito ao momento vivido pela família. Segundo a mulher, a prioridade agora é preservar a saúde mental dos envolvidos.

O caso ganhou repercussão após a companheira do ativista procurar atendimento na Deam relatando ameaças e violência psicológica. A mãe da mulher também compareceu à unidade policial.

Após os procedimentos legais, Cristian foi liberado. Até o momento, não há informações sobre medidas protetivas ou decisões judiciais relacionadas ao caso.

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