O músico e produtor Manoel Cordeiro lançou nesta sexta-feira (22) o álbum “Te Dou Um Norte”, terceiro trabalho solo em quase seis décadas de carreira. O projeto chega como mais um marco na trajetória do artista, considerado um dos principais nomes da música amazônica contemporânea e cuja obra foi reconhecida como patrimônio cultural e imaterial do Pará em 2025.
Com pré-save já disponível nas plataformas digitais, o disco apresenta dez faixas que mergulham em ritmos tradicionais da Amazônia, como carimbó, lambada, brega e zouk, combinando referências populares com arranjos modernos e sofisticados. A produção do álbum é assinada por Manoel Cordeiro em parceria com Gustavo Ruiz.
A guitarra, marca registrada do artista paraense, conduz toda a narrativa musical do trabalho. Entre composições inéditas e releituras de músicas antigas, o álbum reúne participações especiais de artistas como Lia Sophia, Patrícia Bastos, Keila, Emília Monteiro, Fernando Catatau, Igor Capela, Luiz Pardal e o coletivo Lambada de Serpente.
A faixa de abertura, “Kassaviando”, presta homenagem ao músico francês Jacob Desvarieux, considerado um dos pioneiros do zouk mundial ao lado do grupo Kassav. Segundo Manoel Cordeiro, o ritmo influenciou diretamente o surgimento da lambada, gênero que o artista pesquisa há mais de três décadas.
Outro destaque do disco é “Chuva de Foguinho”, parceria com Keila, vocalista da Gang do Eletro. A faixa aposta no zouk love com uma sonoridade dançante e letras voltadas ao universo romântico.
Na música “Floresta em Pé”, Patrícia Bastos interpreta versos de Joãozinho Gomes em um carimbó voltado à valorização e preservação da Amazônia. Já em “Oh Sorte”, Lia Sophia divide os vocais e a composição com Manoel em uma guitarrada pop marcada por influências contemporâneas.
O álbum também traz “Boizinho dos Caetés”, homenagem ao pai do músico, Raimundo Cordeiro, conhecido como “Seu Mundinho”. A canção reúne referências da cultura bragantina, elementos do boi-bumbá e participação do maestro paraense Luiz Pardal na rabeca.
Aos 70 anos, Manoel Cordeiro reafirma sua relevância na música brasileira ao unir tradição, memória e inovação em um trabalho que reforça a identidade cultural amazônica e amplia a projeção da música produzida no Norte do país.
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