A corrida ao Senado no Pará ganhou um ingrediente novo em Belém. Pesquisa do instituto Simetria, feita entre 9 e 12 de abril com 600 eleitores e margem de erro de 4 pontos, mostra Helder Barbalho (MDB) com 49% na soma do 1º e 2º votos, seguido por Éder Mauro (PL), com 29%, e Celso Sabino (PDT), com 24%. Nesse recorte, Sabino aparece em faixa de empate técnico com Mauro na disputa pela segunda vaga.
O dado mexe com o tabuleiro porque a eleição para o Senado terá duas cadeiras. Traduzindo do politiquês: não basta ser o preferido de uma turma, é preciso também caber no bolso do segundo voto. E é aí que Sabino tenta entrar de fininho, sem trombar tanto. A pesquisa sugere que ele já começou esse movimento na capital.
Segundo voto vira ativo
O desempenho de Sabino em Belém chama atenção por um motivo simples: Éder Mauro tem base conhecida na capital. Deputado federal do PL, ex-delegado de polícia e nome fortemente associado à pauta de segurança, Mauro tem perfil mais consolidado e eleitorado mais fiel. Mesmo assim, Sabino reduziu a distância no levantamento da Simetria e entrou no miolo da disputa.
Sabino também chega com um perfil diferente. Deputado federal, ex-ministro do Turismo no governo Lula e agora filiado ao PDT, ele tenta ocupar a faixa do candidato mais leve, mais institucional e menos afeito ao confronto direto. Na política, isso não faz milagre, mas ajuda quando o eleitor já escolheu um nome para a primeira vaga e procura outro que não venha carregado de arestas.
O fator Lula e o teto do adversário
Outro ponto que reforça a viabilidade de Sabino é a rejeição. Na divulgação do levantamento, ele aparece com 4%, enquanto Éder Mauro registra 36%. Rejeição não elege ninguém sozinha, mas costuma dizer muito sobre o teto de cada candidatura. Em disputa apertada, isso pesa. E pesa mais ainda quando o voto precisa circular além da própria bolha.
Há ainda o fator Lula. A CNN informou em 2025 que Sabino buscava o apoio do presidente para a corrida ao Senado, e a sinalização era positiva. Esse respaldo, se virar palanque de fato, pode ampliar o alcance de Sabino entre eleitores de centro e governistas. As chances reais de chegar em segundo existem, sobretudo se ele continuar competitivo no segundo voto e ampliar esse desempenho para além de Belém. Por enquanto, a pesquisa mostra uma coisa com clareza: a fila andou, e Sabino já entrou no bolo.
Leia tambem:












Deixe um comentário