Motorista se apresenta à Polícia Civil após atropelar e matar suspeito de assassinar professor em Marabá - Estado do Pará Online

Motorista se apresenta à Polícia Civil após atropelar e matar suspeito de assassinar professor em Marabá

Homem apontado como condutor do veículo envolvido no acidente compareceu espontaneamente à delegacia; caso segue sob investigação.

Um homem identificado como Leiz Henrique se apresentou nesta quinta-feira (19) na 21ª Seccional Urbana da Polícia Civil, em Marabá, no sudeste do Pará. Ele é apontado como o motorista do veículo envolvido no acidente de trânsito que resultou na morte de Hemerson Gonçalves Rodrigues, suspeito de ter assassinado o professor Paulo da Silva.

De acordo com informações apuradas, Hemerson morreu após ser atropelado enquanto circulava nas proximidades do local onde ocorria o velório do professor, vítima de um homicídio registrado dias antes. Testemunhas relataram que ele teria sido visto rondando a área da cerimônia pouco antes do acidente.

Leiz Henrique compareceu à unidade policial acompanhado dos advogados Odilon Vieira e Thaiane Azevedo. Apesar de ter se apresentado espontaneamente, ele não foi ouvido pelas autoridades naquele momento devido a questões logísticas e deverá prestar depoimento em data posterior.

Em entrevista ao portal Correio de Carajás, a defesa informou que o caso segue em investigação para esclarecer as circunstâncias do atropelamento e apurar se há relação direta entre o acidente e o homicídio do professor.

O crime que antecedeu o caso ocorreu na noite de segunda-feira (16), na Folha 10, em Marabá. O professor Paulo da Silva foi esfaqueado dentro da própria residência. Segundo equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e da Polícia Militar, a vítima ainda conseguiu identificar Hemerson Gonçalves como autor das facadas antes de morrer.

No dia seguinte (17), Hemerson foi atropelado enquanto pilotava a motocicleta do professor e portava o celular da vítima. O acidente aconteceu em uma via localizada entre as Folhas 6 e 13, a poucos metros de onde familiares e amigos realizavam o velório.

A Polícia Civil segue investigando os dois episódios para esclarecer todos os fatos e eventuais responsabilidades.

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