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Well Macêdo assina carta e promete priorizar políticas de saúde mental no Pará

Candidata do PSTU ao governo estadual defendeu ampliação da rede pública de atendimento e ações voltadas a crianças, adolescentes e jovens

Por Lucas Neves
20/08/2026 às 19:41 • 3 min
well macedo assinando carta

Divulgação

A candidata do PSTU ao Governo do Pará, Well Macêdo, anunciou a adesão a uma carta que reúne propostas para o fortalecimento das políticas públicas de saúde mental. O compromisso foi firmado nesta semana por meio da Carta Compromisso – Incidência Política pela Saúde Mental, elaborada pelo movimento Vertentes.

O documento reúne diretrizes destinadas principalmente ao atendimento de crianças, adolescentes e jovens e busca incluir o tema entre as prioridades dos programas de governo de candidatos aos Executivos estaduais e à Presidência da República.

Durante a assinatura, Well relacionou os problemas de saúde mental às condições sociais enfrentadas pela população. Na avaliação da candidata, fatores como desemprego, salários baixos, violência e dificuldades de acesso a serviços públicos também interferem na qualidade de vida e no bem-estar psicológico.

“Vivemos uma realidade marcada pelo desemprego, baixos salários, violência, falta de acesso a direitos básicos e precarização dos serviços públicos. Tudo isso impacta diretamente a saúde mental da população. Por isso, defendemos uma política pública forte, universal e integrada ao SUS”, afirmou.

Entre as propostas apresentadas pela candidatura está a ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em diferentes regiões do estado. O programa também prevê maior integração entre os serviços de saúde mental e a atenção básica.

A candidatura defende ainda a criação de ações permanentes de prevenção ao suicídio e ao uso abusivo de álcool e outras drogas, além da ampliação de equipes multiprofissionais e de iniciativas de promoção da saúde mental em escolas e comunidades.

“O acesso à saúde mental não pode ser um privilégio de quem consegue pagar atendimento privado. É dever do Estado garantir acolhimento, acompanhamento e tratamento para quem precisa”, declarou Well.

Outro ponto destacado pela candidata é a defesa de um modelo de atendimento que priorize o cuidado em liberdade e a assistência comunitária, em oposição à lógica manicomial. A proposta também inclui a garantia dos direitos das pessoas atendidas pela rede de saúde mental.

A candidatura afirma que as políticas devem considerar as particularidades de diferentes grupos sociais do Pará, com atenção a moradores das periferias, povos indígenas, comunidades quilombolas, ribeirinhos e jovens expostos à violência e à exclusão social.

Well também defendeu que a ampliação dos serviços seja acompanhada de investimentos no Sistema Único de Saúde, valorização dos profissionais e participação da população na construção das políticas públicas.

“O fortalecimento dos CAPS, das equipes multiprofissionais e das políticas de promoção da saúde mental nas escolas e comunidades precisa ser tratado como prioridade. Não existe saúde sem saúde mental”, afirmou.

A assinatura da carta passa a integrar os compromissos apresentados pela candidata na área da saúde e reforça as propostas do PSTU para ampliar o atendimento público de saúde mental no estado.

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