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Vereador Fabrício Miranda diz em nota que distribuição de combustível seguiu regras eleitorais e repudia abordagem policial

Nota divulgada após intervenção da Polícia Militar durante ato político em Ananindeua afirma que carreata foi legal e que apoiadores foram tratados de forma inadequada

Por Mayra Peniche
07/09/2026 às 17:47 • 4 min

Foto: Site da Câmara Municipal de Ananindeua

A campanha do vereador Fabrício Miranda, candidato a deputado estadual, divulgou uma nota de esclarecimento após a repercussão da intervenção da Polícia Militar em um posto de combustível de Ananindeua, onde agentes encontraram listas com nomes e placas de veículos que seriam abastecidos.

Na manifestação, a campanha afirma que a carreata realizada no município é um ato político permitido pela legislação eleitoral e sustenta que o fornecimento de combustível estaria seguindo as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

“A campanha de Fabrício Miranda sempre vai trabalhar dentro da lei e respeitando as regras eleitorais”, afirma a nota.

O posicionamento foi divulgado enquanto o material apreendido no estabelecimento passou a ser analisado pelas autoridades. Segundo informações obtidas pelo Estado do Pará Online, a suposta distribuição irregular de combustível aponta para a existência de listas com nomes e placas de veículos que seriam abastecidos.

Entre os nomes que aparecem nas planilhas encontradas no posto estão o da secretária de Cidadania, Assistência Social e Trabalho de Ananindeua, Francy Pereira, o de um ex-chefe de gabinete do prefeito de Ananindeua e atual assessor da Prefeitura, além do próprio vereador Fabrício Miranda.

Todos os citados nas planilhas estão sendo procurados pelo jornalismo do Estado do Pará Online para apresentarem suas alegações sobre o caso.

Gerente foi preso

O gerente do posto foi preso após, segundo informações preliminares, se recusar a prestar esclarecimentos sobre a distribuição de combustível durante a madrugada e sobre a origem dos pagamentos relacionados aos abastecimentos.

O caso será apurado pelas autoridades competentes para determinar se houve eventual crime eleitoral e possíveis responsabilidades dos envolvidos.

A Polícia Militar informou à redação do Estado do Pará Online que foi acionada após uma denúncia de aglomeração em um posto de combustível de Ananindeua.

Segundo a corporação, ao chegarem ao local, os agentes encontraram um princípio de tumulto e uma possível distribuição de combustível para fins de campanha política.

Durante a ação, foram apreendidos listas com nomes e placas de veículos, um computador e dois celulares.

O gerente e os frentistas do estabelecimento foram convidados a comparecer à Delegacia da Cidade Nova para prestar esclarecimentos.

A Polícia Civil informou que recebeu todo o material apreendido e que ele será encaminhado à Justiça Eleitoral, responsável pela apuração dos fatos.

De acordo com a Polícia Militar, o material passou a ser analisado pelas autoridades para esclarecer a finalidade dos abastecimentos e uma eventual relação entre a distribuição de combustível e a mobilização política prevista para o domingo.

Na nota divulgada após o episódio, a campanha de Fabrício Miranda afirmou que a carreata é um ato político permitido pela Resolução TSE nº 23.610/2019.

A equipe também citou a Resolução TSE nº 23.607/2019 ao afirmar que estaria seguindo as regras relacionadas ao fornecimento de combustível.

“O que não podemos aceitar é tentar transformar um ato político legal em algo ilegal sem que os fatos sejam devidamente apurados”, afirmou a campanha.

A nota também manifesta repúdio à forma como os apoiadores teriam sido tratados durante a ação policial.

“Respeitamos o trabalho das forças de segurança, mas também esperamos que elas respeitem o cidadão. Ninguém deve ser tratado dessa maneira enquanto participa de um ato político pacífico”, diz o texto.

Ao final, a campanha afirmou que continuará realizando atividades políticas de forma “limpa, transparente e dentro da lei”, defendendo o direito de manifestação dos cidadãos.

Enquanto isso, o material recolhido no posto deverá subsidiar a investigação que busca esclarecer se os abastecimentos tinham relação com a mobilização política e se houve alguma irregularidade eleitoral.

Até o momento, a legalidade da distribuição de combustível ainda será analisada pelas autoridades competentes.

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