Política

Ualame rebate Daniel e reacende disputa sobre Hospital Infantil de Ananindeua, previsto para ser entregue em 2021

Por Estado do Pará Online
09/07/2026 às 01:33 • 4 min
Montagem com as fotos do ex-prefeito de Ananindeua e pré-candidato ao governo do Pará, Daniel Santos e de Ualame Machado, secretário de Educação do Pará.

Ex-prefeito de Ananindeua e pré-candidato ao governo do Pará, Daniel Santos e de Ualame Machado, secretário de Educação do Pará.

O secretário de Estado de Saúde do Pará, Ualame Machado, publicou nesta quarta-feira (8) um vídeo nas redes sociais em que afirma que a Prefeitura de Ananindeua recebeu mais de R$ 15 milhões do Governo do Estado para a reforma e ampliação do Hospital Infantil Dr. Celso Leão, mas não concluiu a obra dentro do prazo estabelecido no convênio.

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A manifestação ocorreu cinco dias após o ex-prefeito Daniel Santos afirmar que o Governo do Estado teria tentado impedir a inauguração da primeira etapa do Hospital Pediátrico de Ananindeua.

No vídeo, Ualame Machado apresentou a versão do Executivo estadual para o impasse. Segundo ele, o convênio foi firmado em 2020, com previsão inicial de entrega da unidade em abril de 2021. O secretário afirmou que, ao longo da execução da obra, a Prefeitura solicitou seis prorrogações de prazo, todas autorizadas pelo Estado.

Ainda de acordo com o secretário, além das sucessivas extensões, houve ampliação do investimento estadual. O aporte do Governo do Pará, inicialmente previsto em cerca de R$ 10 milhões, teria ultrapassado R$ 15 milhões durante a execução do convênio.

Ualame também declarou que o prazo final expirou em março de 2025 e que a Prefeitura foi formalmente comunicada sobre o encerramento do convênio antes da decisão administrativa. Segundo ele, o município não apresentou resposta nem solicitou nova prorrogação dentro do período estabelecido.

Versões diferentes sobre a inauguração

Em publicação nas redes sociais, Daniel Santos afirmou que o Governo do Estado tentou impedir a inauguração da primeira etapa do Hospital Pediátrico de Ananindeua. Ao lado do atual prefeito, Hugo Atayde, o ex-prefeito classificou a situação como uma perseguição política e afirmou que a medida teria como objetivo prejudicar uma obra realizada pelo município.

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A versão apresentada por Daniel diverge da manifestação do secretário estadual de Saúde. Para Ualame Machado, o encerramento do convênio decorreu exclusivamente do término do prazo contratual sem a conclusão integral das obras previstas.

Questionamentos sobre a estrutura

Durante a gravação, o secretário também questionou a estrutura atualmente existente no local. Segundo ele, o espaço funciona apenas como ambulatório e não dispõe de serviços de urgência e emergência, internação pediátrica ou atendimento hospitalar em tempo integral.

Ualame afirmou ainda que crianças de Ananindeua contam com atendimento especializado no Hospital Estadual Materno-Infantil Anita Gerosa, unidade administrada pelo Governo do Estado.

Disputa política amplia embate

O episódio amplia a disputa política entre o grupo ligado ao Governo do Estado e o ex-prefeito de Ananindeua, adversários no cenário eleitoral paraense. O caso também possui desdobramentos administrativos e judiciais e passou a integrar a narrativa política da pré-campanha para as eleições de 2026.

Um aspecto pouco mencionado pelas duas partes é que o convênio foi celebrado em 2020, período em que Daniel Santos integrava o MDB e mantinha aliança política com o então governador Helder Barbalho. Naquele momento, Estado e Prefeitura atuavam de forma conjunta em diversos projetos e investimentos destinados ao município.

A ruptura política ocorreu apenas às vésperas das eleições municipais de 2024, quando Daniel deixou o MDB e passou a integrar o campo de oposição ao grupo político liderado pela família Barbalho. Desde então, ambos os lados passaram a trocar acusações e a interpretar episódios administrativos sob perspectivas distintas.

Enquanto o Governo do Estado sustenta que o encerramento do convênio decorreu do descumprimento dos prazos previstos, Daniel Santos afirma que houve interferência política para impedir a entrega da unidade. A controvérsia permanece aberta e tende a continuar no centro do debate público durante o período de pré-campanha eleitoral.

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