Cidades

Caso Yasmin Macêdo: Lucas Magalhães vai a júri popular nesta terça-feira (25)

Universitária morreu durante passeio de lancha em dezembro de 2021

Por Vitoria Fesa
24/08/2026 às 22:13 • 2 min
Na imagem em destaque, a vítima Yasmin Macedo e o réu Lucas Magalhães

Reprodução / Redes Sociais

Quatro anos e oito meses depois da morte de Yasmin Cavaleiro de Macêdo, de 21 anos, o caso chega ao júri popular nesta terça-feira (25), em Belém. Lucas Magalhães de Souza, responsável pela lancha onde a jovem estava durante um passeio, será julgado pela 2ª Vara do Júri da Comarca de Belém, na Cidade Velha.

A sessão será presidida pelo juiz Homero Lamarão Neto e deve começar pela manhã. Ao longo do julgamento, estão previstos os depoimentos de cinco testemunhas indicadas pela acusação, quatro pela defesa e outras quatro consideradas oficiais.

Lucas responde por homicídio com dolo eventual, quando a acusação sustenta que o responsável assume o risco de provocar uma morte. Também estão entre as acusações porte ilegal de arma de fogo, fraude processual e condução de embarcação sem habilitação.

Defesa diz confiar na Justiça

A defesa de Lucas afirma que acompanha o julgamento com tranquilidade e confiança nas instituições. O advogado Francelino Neto declarou que espera que os jurados tomem a decisão com base exclusivamente nas provas apresentadas durante o processo, sem interferência da repercussão pública do caso.

Segundo a defesa, Lucas tem cumprido as determinações impostas pela Justiça.

Agora, caberá ao Tribunal do Júri analisar as provas e os depoimentos apresentados durante a sessão para decidir se Lucas deve ou não ser responsabilizado criminalmente pela morte de Yasmin.

Relembre o caso

Yasmin desapareceu em dezembro de 2021 durante um passeio de lancha organizado por Lucas. Segundo as informações do processo, 19 pessoas estavam na embarcação e a jovem acabou desaparecendo durante a programação. Seu corpo foi localizado somente no dia seguinte.

O caso ganhou grande repercussão no Pará e passou a ser alvo de uma investigação que buscou esclarecer o que aconteceu durante o passeio e quais responsabilidades poderiam ser atribuídas ao proprietário da embarcação. Quase um ano após a morte de Yasmin, Lucas foi preso. 

Em março de 2023, porém, deixou a prisão por determinação judicial e passou a cumprir medidas estabelecidas pela Justiça.

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