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Terremoto na Venezuela deixa ao menos 164 mortos

Por Estado do Pará Online
25/06/2026 às 10:44 • 2 min

Foto: Reprodução/ X

Os dois fortes terremotos que atingiram a costa da Venezuela no fim da tarde desta quarta-feira (24) deixaram pelo menos 164 mortos e mais de mil feridos, segundo balanço oficial divulgado na manhã desta quinta-feira (25) pela presidente encarregada, Delcy Rodríguez.

Dezenas de pessoas continuam soterradas sob os escombros de casas e edifícios que desabaram em várias regiões do país, incluindo a capital, Caracas. Em pronunciamento à nação, a mandatária classificou o cenário como “uma verdadeira tragédia” e informou que a prioridade absoluta das forças de segurança e Defesa Civil é o resgate de sobreviventes.

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O estado de La Guaira, na região litorânea, foi apontado como a área mais devastada, concentrando dezenas de colapsos estruturais. Para iniciar as obras de recuperação e o atendimento emergencial às famílias afetadas, o governo venezuelano anunciou a criação de um fundo de US$ 200 milhões, composto por recursos liberados junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Paralelamente à crise humanitária, a missão de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) na Venezuela solicitou formalmente que o palácio presidencial suspenda, em caráter de urgência, as restrições vigentes ao acesso às redes sociais para facilitar a localização de desaparecidos e o fluxo de informações.

Estimativa de mortes e alerta de tsunami

Os abalos sísmicos sequenciais são considerados os mais severos no território venezuelano em mais de um século. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) detalhou que os tremores ocorreram com intervalo de apenas um minuto na região de Morón, a cerca de 160 quilômetros a oeste de Caracas. O primeiro abalo registrou magnitude de 7,2 na escala Richter, seguido por um segundo choque ainda mais violento, de magnitude 7,5.

Embora o balanço oficial de mortes na manhã de quinta-feira seja de 164 vítimas, modelos estatísticos e preditivos do USGS apontam que o total de mortes decorrentes do desastre pode ultrapassar a marca de 10 mil, com potencial para atingir até 100 mil vítimas fatais devido à densidade demográfica e à vulnerabilidade das construções atingidas.

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