O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) informou que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a retomada das investigações sobre o prefeito de Ananindeua Daniel Santos (PSB-PA); na decisão, o ministro Alexandre de Moraes mandou “desentranhar” dos autos a petição apresentada pelo gestor, classificando-a como “totalmente impertinente”.
A origem do conflito judicial foi uma reclamação constitucional ajuizada pela Câmara Municipal de Ananindeua contra ato do procurador-geral de Justiça que instituiu a Força-Tarefa Ananindeua (Portaria nº 5.157/2025); a criação do grupo motivou questionamentos sobre a legalidade de designações e, por isso, o STF exigiu esclarecimentos antes de autorizar o prosseguimento integral das apurações.
Com a decisão, os procedimentos que investigam supostas fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e outros crimes ligados à Operação Hades voltam a tramitar na esfera estadual, sob responsabilidade do MPPA.
O episódio é somado a uma série de diligências e medidas cautelares já noticiadas no Estado do Pará Online (EPOL): apreensões de bens, pedidos de bloqueio patrimonial e ações penais em curso que motivaram a constituição da força-tarefa.
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