Cidades

Prévia da inflação desacelera para 0,06% em julho; Belém registra menor índice do país

IPCA-15 foi pressionado pela alta da energia elétrica, enquanto a queda nos preços dos alimentos ajudou a conter a inflação; na capital paraense, redução do açaí e da gasolina puxou o resultado

Por Daniel Vinagre
29/07/2026 às 11:09 • 2 min

Foto: Eliseu Dias/Agência Pará/ José Cruz/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,06% em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (28). O resultado representa uma desaceleração de 0,35 ponto percentual em relação a junho, quando o índice havia registrado alta de 0,41%.

Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 3,51% no ano e de 4,52% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,80% registrados no período imediatamente anterior.

Entre os grupos pesquisados, Habitação exerceu a maior pressão sobre a inflação, com alta de 0,97%, influenciada principalmente pelo aumento de 3,03% na energia elétrica residencial. O reajuste refletiu a cobrança da bandeira tarifária amarela e atualizações nas tarifas em diferentes capitais.

Em sentido contrário, o grupo Alimentação e bebidas registrou queda de 0,66%, tornando-se o principal fator de redução do índice. Os maiores recuos ocorreram nos preços do tomate (-19,95%), da batata-inglesa (-10,03%) e do café moído (-3,13%). Já a cebola (7,10%) e o pão francês (0,65%) apresentaram alta.

No grupo dos Transportes, a inflação passou de -0,03% em junho para 0,11% em julho. A alta foi impulsionada pelo aumento de 11,70% nas passagens aéreas, apesar da queda de 0,90% nos combustíveis, incluindo gasolina (-0,68%), etanol (-2,50%), óleo diesel (-1,32%) e gás veicular (-0,97%). Em Saúde e cuidados pessoais, a alta foi de 0,28%, influenciada pelos produtos de higiene pessoal e pelos reajustes nos planos de saúde.

Belém registra menor inflação do país

Entre as regiões pesquisadas pelo IBGE, Belém apresentou o menor resultado do país, com variação de -0,22% em julho.

Segundo o instituto, o resultado foi influenciado principalmente pela queda de 19,45% no preço do açaí e de 3,35% na gasolina. Na outra ponta, o Rio de Janeiro registrou a maior alta do período (0,44%), impulsionada pelo aumento das passagens aéreas (24,34%) e da energia elétrica residencial (4,88%).

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