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Presidente do Paysandu detona arbitragem após derrota: “Uma vergonha”

Dirigente bicolor reclamou da atuação do árbitro e relembrou representação feita pelo clube no primeiro confronto entre as equipes

Por Giovanna Queiroz
08/09/2026 às 11:41 • 3 min
Márcio Tuma

Foto: Jorge Luís Totti / Paysandu

A arbitragem da derrota do Paysandu por 2 a 1 para o Brusque, na última segunda-feira (7), virou alvo de críticas da diretoria bicolor. Ainda na zona mista do estádio, após a partida, o presidente Márcio Tuma demonstrou forte insatisfação com a condução do confronto e classificou a atuação como vergonhosa.

O dirigente também relembrou as reclamações feitas pelo Bicola após o primeiro encontro com o Quadricolor na Série C. Na ocasião, o clube contestou decisões da arbitragem e encaminhou uma representação à Comissão de Arbitragem.

“O que a gente viu aqui foi, data máxima vênia, uma vergonha. No primeiro jogo contra o Brusque, todos vocês vão lembrar, nós fomos prejudicados. Não usarei qualquer outro termo, porque a gente sabe que hoje em dia, quando você se excede, é você que é processado. Mas, assim, fomos prejudicados. Tivemos um gol do Ítalo claramente legal, foi invalidado. E outros lances também que foram questionados”, relembrou.

Segundo o presidente, o clube recebeu posteriormente uma resposta da Comissão de Arbitragem respaldando as decisões tomadas naquele confronto. Tuma, porém, voltou a demonstrar insatisfação com a atuação da arbitragem no reencontro entre as equipes.

“Fizemos uma representação junto à Comissão de Arbitragem. Até onde eu sei, nada aconteceu. Inclusive, tivemos uma resposta da Comissão de Arbitragem no sentido de que os lances haviam sido bem marcados. […] E, novamente hoje, o que a gente viu foi um árbitro que não deixou jogar”, disse.

Entre as principais reclamações, o presidente apontou a demora do adversário nas reposições e afirmou que a arbitragem não combateu a prática durante a partida. Ele também questionou a distribuição de cartões aos jogadores do Papão.

“Diante mesmo dos primeiros minutos de cera clara e deliberada da equipe adversária, não puniu. A vocês que gostam de fazer contas, gostam dessa mídia, quem vai ser o primeiro que vai ter a paciência de contar o tempo que a gente ficou parado? […] É irritante. Em cada falta, em cada lateral, em cada jogada, você vê a cera da equipe adversária. Uma cera que não é punida. Pelo contrário, com nossos atletas: cartão amarelo, cartão amarelo, cartão amarelo. E a cera não era punida”, argumentou.

Apesar das críticas, o presidente descartou utilizar a arbitragem como justificativa para o desfecho da partida e reconheceu que o time alviceleste precisa melhorar o desempenho dentro de campo para garantir melhores resultados.

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