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Gabriel Mesquita revela preferência pela Curuzu: “É um caldeirão”

Após derrota no Mangueirão, goleiro destacou pressão da torcida na Curuzu, mas reforçou que o time deve corresponder independentemente do estádio

Por Giovanna Queiroz
08/09/2026 às 10:20 • 3 min
Gabriel Mesquita

Foto: Jorge Luís Totti / Paysandu

Após a estreia negativa do Paysandu no quadrangular da Série C, com a derrota por 2 a 1 para o Brusque no Mangueirão, o goleiro Gabriel Mesquita revelou a preferência por mandar os jogos na Curuzu. O arqueiro bicolor destacou a atmosfera criada pela torcida como um diferencial diante dos adversários.

Gabriel conhece o Vovô da Cidade, como também é chamado o estádio bicolor, sob a ótica de visitante também. Em entrevista na zona mista, goleiro relembrou a experiência para explicar por que considera o local mais difícil para os visitantes.

“Particularmente, eu prefiro a Curuzu. É um clima hostil para o adversário. Quando você sobe ali para aquecer, você sente. Eu já joguei contra o Paysandu aqui, é adversário batendo naquele vidro lá, a torcida empurrando em um momento difícil. […] A Curuzu é um caldeirão realmente, a gente sabe que é muito difícil para os adversários ali dentro”, afirmou.

Apesar da preferência, o goleiro evitou atribuir ao Mangueirão qualquer responsabilidade pelo resultado diante do Brusque. Mesquita elogiou as condições do estádio e a presença da torcida, além de reconhecer que o time não conseguiu dar a resposta esperada dentro de campo.

“Onde a gente é posto para jogar, diante do nosso torcedor, a gente tem que corresponder. O Mangueirão é um grande palco, um gramado excelente, nosso torcedor deu show mais uma vez, mas não conseguimos corresponder”, disse.

O apoio das arquibancadas também foi destacado pelo camisa 12 ao avaliar o momento da equipe. Após o resultado negativo na abertura do quadrangular, o arqueiro pediu desculpas ao torcedor e cobrou do elenco a responsabilidade de defender o clube.

“É difícil, mas o nosso torcedor, a gente precisa dele, porque sem eles nós não somos nada. Eles fizeram uma festa linda de novo hoje. É pedir desculpa de novo, ter vergonha na cara e assumir mesmo a responsabilidade que é jogar no Paysandu”, declarou.

Para Gabriel, uma das mudanças necessárias passa pela postura da equipe na marcação. O atleta  citou o comportamento dos jogadores adversários e afirmou que o Lobo precisa saber interromper as ofensivas do visitante para evitar situações de perigo.

“A gente viu o time do Brusque aí, (quando) os atacantes, o Ítalo, tocam na bola, os caras chegam fazendo a falta. Acho que a gente tem que melhorar isso, a nossa pegada ali, fazer falta. A gente precisa ser mais malandro, parar mais o jogo para parar de dar essas oportunidades para eles, porque o campeonato pede isso, a gente tem que entender”, avaliou.

Segundo ele, o Paysandu apresentou uma mudança nesse aspecto já no segundo tempo contra o Quadricolor. Agora, o goleiro espera que a postura seja levada para os próximos compromissos.

“No segundo tempo já entendemos bem, conseguimos fazer algumas faltas ali que eles não conseguiram progredir. Eu acho que é isso […] Vamos dar a vida dentro de campo para buscar pontos em Araraquara e fazer um grande jogo”, garantiu.

O Paysandu volta a campo no domingo (13), quando enfrenta a Ferroviária, fora de casa, pela segunda rodada do quadrangular da Série C em busca dos primeiros pontos nesta fase decisiva pelo acesso à segunda divisão.

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