Uma operação da Polícia civil do Amapá, com apoio da polícia civil do Pará, impediu o saque de R$ 250 mil em espécie e avançou nas investigações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado. A ação, denominada Operação Rastro, foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (5) no município de Tomé-Açu, no nordeste paraense.
Coordenada pela Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil do Amapá, a operação contou com apoio do Grupo Tático Aéreo do Amapá (GTA) e da Polícia Civil do Pará, por meio da Delegacia de Tomé-Açu.
Investigação
Segundo as investigações, uma conta bancária vinculada a uma empresa vinha sendo monitorada desde janeiro de 2025 após a suspeita de que estaria sendo utilizada por integrantes de uma facção criminosa do Amapá para movimentar recursos oriundos do tráfico de drogas.
Durante o acompanhamento da movimentação financeira, os investigadores identificaram mais de 50 depósitos em dinheiro vivo considerados atípicos. O estopim para a operação ocorreu após a descoberta de uma tentativa de saque no valor de R$ 250 mil, programada para esta sexta-feira.
Com a informação, equipes policiais se deslocaram até Tomé-Açu e montaram uma operação de vigilância nas proximidades de uma agência bancária para acompanhar a movimentação dos investigados e interceptar a retirada do dinheiro.
Uma operação da Polícia civil do Amapá, com apoio da polícia civil do Pará, impediu o saque de R$ 250 mil em espécie e avançou nas investigações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado. pic.twitter.com/I6ydqLEz50
— Portal Estado do Pará Online (@Estadopaonline) June 6, 2026
Ao todo, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. Além do numerário, os policiais apreenderam aparelhos celulares, documentos e outros materiais que serão analisados no decorrer da investigação.
De acordo com a Polícia Civil, o objetivo é esclarecer a origem dos recursos, identificar os responsáveis pelas movimentações financeiras suspeitas e aprofundar a apuração sobre a possível atuação da organização criminosa.
A Operação Rastro integra a Operação Brasil Contra o Crime Organizado, iniciativa que conta com recursos do Governo Federal destinados ao fortalecimento das ações de combate às organizações criminosas.
Origem do nome
Segundo a Polícia Civil, o nome da operação faz referência à estratégia investigativa conhecida como “seguir o rastro do dinheiro” (follow the money). A técnica consiste em rastrear movimentações financeiras para identificar beneficiários, estruturas de lavagem de dinheiro e possíveis conexões com atividades criminosas.
As investigações continuam.
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