Política

PGR aponta “dupla nulidade” em investigação da PF sobre Alexandre de Moraes

Manifestação lida por Edson Fachin sustenta que André Mendonça não poderia ter determinado aprofundamento de apuração envolvendo outro ministro do STF

Por Daniel Vinagre
15/09/2026 às 11:18 • 2 min

Foto: Reprodução/ MPF

A Procuradoria Geral da República (PGR) sustenta que a investigação que reuniu informações sobre o ministro Alexandre de Moraes no caso Banco Master apresenta uma “dupla nulidade”. A manifestação foi lida nesta terça feira (15) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, durante o relatório da PET 16662.

Segundo a posição da PGR apresentada ao Plenário, o então relator André Mendonça não poderia ter determinado à Polícia Federal a investigação de pessoas específicas sem provocação do Ministério Público ou iniciativa da própria autoridade policial.

A Procuradoria também argumenta que, quando surgiram informações envolvendo Moraes, Mendonça deveria ter encaminhado o caso à Presidência do STF para que o Plenário decidisse sobre eventual investigação do ministro.

“Não caberia a ele aprofundar as pesquisas sobre o colega”, afirmou a PGR na manifestação lida por Fachin.

Para a Procuradoria, portanto, haveria duas irregularidades distintas, uma relacionada à determinação de diligências pelo relator e outra ao prosseguimento da apuração depois do surgimento de elementos envolvendo um ministro do Supremo.

A legislação prevê que, quando surgirem indícios de crime envolvendo magistrado durante uma investigação, os autos sejam remetidos ao tribunal competente para decidir sobre o prosseguimento da apuração.

Fachin ainda está na fase de leitura do relatório. O presidente do STF não apresentou até o momento seu voto sobre a validade das investigações.

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